A NITexile atua sobre modelo disruptivo de investigação e desenvolvimento, inovador e confidencial para a obtenção de resultados rápidos e sustentáveis, desde o desenvolvimento da ideia até ao mercado.
Trabalhamos com as indústrias têxteis, vestuário, calçado, couro e componentes.
O know-how da nossa equipa em investigação e em “Chão de Fábrica”, permite o desenvolvimento de uma vasta gama de projetos disruptivos, inovadores e com foco na sustentabilidade e no Time to Market.
Os nossos serviços são focados na Inovação de Produto, Inovação de Processo e em Tecnologias Inovadoras.
Novos materiais reciclados, funcionais e inteligentes para o sector têxtil
A NITextile participou no seminário temático da sociedade portuguesa de materiais (SPM), este ano com a temática novos materiais reciclados, funcionais e inteligentes para o sector têxtil, co-parceria com o CITEVE e o CeNTI, que ocorreu no passado dia 5 de dezembro.
Abertura da sessão foi realizada com Braz Costa do CITEVE onde afirmou que o futuro, a digitalização, o têxtil e muitos outros passam pelos materiais. Seguindo-se com a Professora Sandra Carvalho da SPM que afirmou a importância da sociedade portuguesa dos materiais na sociedade e a importância de partilha do conhecimento.
O evento foi dividido em três partes, a primeira sessão tecnológica de materiais moderada pela Sandra Carvalho (SPM/UC), a segunda sessão industrial de aplicações Moderada pelo Luís Pereira (SPM/FCT-UNL) e a terceira foi uma mesa-redonda moderada pelo Braz Costa (CITEVE).
Na sessão Tecnológica de Materiais foram abordadas temáticas dos materiais na ITV até 2030 pela Carla Silva (CITEVE), a aplicação da nanotecnologia à ITV pela Bruna Moura (CeNTI), materiais de elevado desempenho pelo Nelson Durães (CeNTI), materiais inteligentes pelo José Gonçalves (CeNTI) e a sustentabilidade nos materiais pela Lúcia Rodrigues (CITEVE), onde se reteve:
No que diz respeita ao sector têxtil, Portugal é claramente eclético, onde contempla toda a cadeia de valor (exceto, ainda, a produção de fibras) numa geografia muito próxima, com desafios na área da sustentabilidade até 2030 obrigatórios pela União Europeia, onde se espera que em 2030 todos os produtos colocados no mercado devem ser duráveis, reparáveis, recicláveis, produzidos com grande parte de fibras recicladas, livre de substâncias perigosas e produzidos respeitando o ambiente e os direitos sociais.
As áreas estratégicas para o sector são: 1) novos materiais renováveis, 2) novos processos eco eficientes, 3) novos equipamentos produtivos; 4) novos produtos sustentáveis; 5) novos modelos de negócio e 6) novas métricas & legislação.
A nanotecnologia aplica à ITV tem como foco aportar funcionalidades, design, melhorar adesão de materiais, incrementar a leveza e o toque, mas tem como desafios a industrialização, a regulamentação e os riscos de exposição ainda desconhecidos.
Nos materiais de elevado desempenho os desafios são a reciclagem de multimateriais ou a produção de compósitos monomateriais, assim como a redução de custos de produção e a monitorização estrutural.
Os desafios para os materiais inteligentes são os níveis de integração de eletrónica, o seu desempenho e a sua reciclabilidade no fim de vida, assim como a certificação e regulamentação para produtos híbridos.
Quanto à sustentabilidade dos materiais os desafios são as questões ambientais e sociais relacionadas com a produção das fibras, assim como a sustentabilidade da exploração de fontes renováveis, a validação de resíduos e a sua rastreabilidade. Em 2022 cerca de 1% dos materiais têxteis eram reciclados e espera-se que 2030 sejam cerca de 60%
Na sessão Industrial de Aplicações foram demonstradas soluções industrializadas de conhecimento nas áreas dos materiais pelo Pedro Magalhães (Tintex), Rui Pereira (Pafil), David Macário (ERT), Ana Tavares (Grupo Valérius) e Sandra Ventura (Cork-a-tex yarn), onde se reteve:
Soluções de tingimento com recursos a materiais naturais da região, revestimentos com cortiça e têxteis com propriedades responsivas para aplicações desde a área da moda até em equipamento de proteção pessoal.
Tecnologia de fios de cortiça confortáveis, hipoalergénicos e biodegradáveis, que tem como desafios baixar a pegada de carbono e a exploração e novos materiais.
Dispositivo corporal de assistência para auxílio de movimentos, Exoesqueletos para reduzir esforços físicos em trabalhos manuais de precisão de longa duração em posturas estáticas, como acontece na área da confeção, sendo um excelente exemplo de inovação de processo/produto.
Tecnologias para área automóvel inovadoras, como compósitos sustentáveis, aglomerados de Eva e couro reciclado. Assim como, E-surfaces superfícies interativas, aquecidas, com iluminação e muitas outras com eletrónicas embebida e flexível. Onde o foco do futuro está claramente nos materiais e processos mais sustentáveis.
Modelo de negócio circular, desde a identificação e investimento em tecnologias inovadoras, como a colorifix, recycrom ou nature coatings, até à reciclagem 360 dos produtos têxteis tanto pré-consumo como pós-consumo em novos têxteis e/ou papel.
Na mesa-redonda com Luís Pereira (SPM/FCT-UNL), Clara Pereira (FCUP), Raquel Vieira (Heiq Iberia) e Tony Dias (Simoldes) o foco foi a colaboração de conhecimento, a aplicação de química verde, soluções escaláveis e o mais importante é a afirmação que voz do consumidor e da indústria são essenciais para os centros tecnológicos.
No final houve uma visita às instalações do CeNTI e CITEVE.
Novos materiais reciclados, funcionais e inteligentes para o sector têxtil
A NITextile participou no seminário temático da sociedade portuguesa de materiais (SPM), este ano com a temática novos materiais reciclados, funcionais e inteligentes para o sector têxtil, co-parceria com o CITEVE e o CeNTI, que ocorreu no passado dia 5 de dezembro.
Abertura da sessão foi realizada com Braz Costa do CITEVE onde afirmou que o futuro, a digitalização, o têxtil e muitos outros passam pelos materiais. Seguindo-se com a Professora Sandra Carvalho da SPM que afirmou a importância da sociedade portuguesa dos materiais na sociedade e a importância de partilha do conhecimento.
O evento foi dividido em três partes, a primeira sessão tecnológica de materiais moderada pela Sandra Carvalho (SPM/UC), a segunda sessão industrial de aplicações Moderada pelo Luís Pereira (SPM/FCT-UNL) e a terceira foi uma mesa-redonda moderada pelo Braz Costa (CITEVE).
Na sessão Tecnológica de Materiais foram abordadas temáticas dos materiais na ITV até 2030 pela Carla Silva (CITEVE), a aplicação da nanotecnologia à ITV pela Bruna Moura (CeNTI), materiais de elevado desempenho pelo Nelson Durães (CeNTI), materiais inteligentes pelo José Gonçalves (CeNTI) e a sustentabilidade nos materiais pela Lúcia Rodrigues (CITEVE), onde se reteve:
No que diz respeita ao sector têxtil, Portugal é claramente eclético, onde contempla toda a cadeia de valor (exceto, ainda, a produção de fibras) numa geografia muito próxima, com desafios na área da sustentabilidade até 2030 obrigatórios pela União Europeia, onde se espera que em 2030 todos os produtos colocados no mercado devem ser duráveis, reparáveis, recicláveis, produzidos com grande parte de fibras recicladas, livre de substâncias perigosas e produzidos respeitando o ambiente e os direitos sociais.
As áreas estratégicas para o sector são: 1) novos materiais renováveis, 2) novos processos eco eficientes, 3) novos equipamentos produtivos; 4) novos produtos sustentáveis; 5) novos modelos de negócio e 6) novas métricas & legislação.
A nanotecnologia aplica à ITV tem como foco aportar funcionalidades, design, melhorar adesão de materiais, incrementar a leveza e o toque, mas tem como desafios a industrialização, a regulamentação e os riscos de exposição ainda desconhecidos.
Nos materiais de elevado desempenho os desafios são a reciclagem de multimateriais ou a produção de compósitos monomateriais, assim como a redução de custos de produção e a monitorização estrutural.
Os desafios para os materiais inteligentes são os níveis de integração de eletrónica, o seu desempenho e a sua reciclabilidade no fim de vida, assim como a certificação e regulamentação para produtos híbridos.
Quanto à sustentabilidade dos materiais os desafios são as questões ambientais e sociais relacionadas com a produção das fibras, assim como a sustentabilidade da exploração de fontes renováveis, a validação de resíduos e a sua rastreabilidade. Em 2022 cerca de 1% dos materiais têxteis eram reciclados e espera-se que 2030 sejam cerca de 60%
Na sessão Industrial de Aplicações foram demonstradas soluções industrializadas de conhecimento nas áreas dos materiais pelo Pedro Magalhães (Tintex), Rui Pereira (Pafil), David Macário (ERT), Ana Tavares (Grupo Valérius) e Sandra Ventura (Cork-a-tex yarn), onde se reteve:
Soluções de tingimento com recursos a materiais naturais da região, revestimentos com cortiça e têxteis com propriedades responsivas para aplicações desde a área da moda até em equipamento de proteção pessoal.
Tecnologia de fios de cortiça confortáveis, hipoalergénicos e biodegradáveis, que tem como desafios baixar a pegada de carbono e a exploração e novos materiais.
Dispositivo corporal de assistência para auxílio de movimentos, Exoesqueletos para reduzir esforços físicos em trabalhos manuais de precisão de longa duração em posturas estáticas, como acontece na área da confeção, sendo um excelente exemplo de inovação de processo/produto.
Tecnologias para área automóvel inovadoras, como compósitos sustentáveis, aglomerados de Eva e couro reciclado. Assim como, E-surfaces superfícies interativas, aquecidas, com iluminação e muitas outras com eletrónicas embebida e flexível. Onde o foco do futuro está claramente nos materiais e processos mais sustentáveis.
Modelo de negócio circular, desde a identificação e investimento em tecnologias inovadoras, como a colorifix, recycrom ou nature coatings, até à reciclagem 360 dos produtos têxteis tanto pré-consumo como pós-consumo em novos têxteis e/ou papel.
Na mesa-redonda com Luís Pereira (SPM/FCT-UNL), Clara Pereira (FCUP), Raquel Vieira (Heiq Iberia) e Tony Dias (Simoldes) o foco foi a colaboração de conhecimento, a aplicação de química verde, soluções escaláveis e o mais importante é a afirmação que voz do consumidor e da indústria são essenciais para os centros tecnológicos.
No final houve uma visita às instalações do CeNTI e CITEVE.
Principais Tendências Tecnológicas para a Indústria Têxtil e do Vestuário
Na era da revolução digital, onde bytes e pixels permeiam todos os aspetos das nossas vidas, não é surpreendente que a tecnologia esteja a deixar a sua marca nas roupas que usamos.
As máquinas de costura e os teares tradicionais estão a dar lugar à robótica “suave” e à inteligência artificial (IA), enquanto os próprios tecidos estão a tornar-se mais inteligentes e funcionais.
A fusão da tecnologia com têxteis e vestuário está a revolucionar a forma como projetamos, produzimos e consumimos moda, dando origem a uma nova era de possibilidades.
De seguida destacamos as dez tendências tecnológicasque estão a moldar o futuro do setor e que devem ser o foco e visão das empresas na atualidade e a longo prazo.
1. INOVAÇÃO COLABORATIVA E PARCERIAS
A formação de alianças e consórcios em várias indústrias permite que as empresas criem valor partilhado, aproveitem a experiência e impulsionem avanços em toda a indústria. Esforços de colaboração e iniciativas conjuntas de pesquisa e desenvolvimento (R&D) estão a abrir caminho para novas tecnologias e materiais.
Colaboração Sobre Competição: A ênfase na colaboração vai além das fronteiras competitivas tradicionais. As empresas estão a unir forças para enfrentarem desafios que afetam toda a indústria e impulsionar o desenvolvimento sustentável.
Parcerias em Várias Indústrias: Alianças e consórcios entre diferentes indústrias proporcionam uma plataforma para partilha de conhecimentos, agregação de recursos e resolução conjunta de problemas complexos.
IMPACTO: Os esforços conjuntos de pesquisa e desenvolvimento são cruciais para os avanços tecnológicos e inovações em materiais. Esta abordagem colaborativa de R&D permite que as empresas obtenham uma gama mais ampla de recursos e conhecimento, levando, em última análise, a inovações revolucionárias que beneficiam toda a indústria.
A NITextile acredita no poder da colaboração e das parcerias, encontrando-se ao dispor da indústria do vestuário e calçado para encontrar soluções que respondam aos principais desafios emergentes.
2. TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DE PONTA A PONTA
A transformação digital está a revolucionar a indústria têxtil e de vestuário, integrando tecnologias digitais em toda a cadeia de valor, desde o design até à distribuição.
Ferramentas Baseadas na Nuvem: Ferramentas digitais integradas, como a gestão do Ciclo de Vida do Produto (PLM) e o software de Planeamento de Recursos Empresariais (ERP), desempenham um papel fundamental nesta jornada digital, pois facilitam a comunicação e agregação de dados, potenciando colaboração contínua.
Análise de Dados: Os fabricantes estão a aproveitar a recolha e a análise de dados de diversas fontes para tomarem decisões informadas e otimizarem os seus processos.
Ferramentas de Colaboração: As empresas também estão a aproveitar as plataformas digitais para melhorarem a comunicação com fornecedores, através do uso de sistemas baseados na nuvem que permitem o rastreio em tempo real de pedidos, gestão de inventários e monitorização da produção.
IMPACTO: Os fabricantes experimentam maior eficiência em toda a cadeia de valor, desde o design até à distribuição. Processos simplificados, tomadas de decisão baseadas em análise de dados e uma melhor comunicação levam a prazos de entrega reduzidos, redução de custos e maior satisfação do cliente.
3. A INTERAÇÃO DIGITAL, AR/VR E IoT
A convergência da realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e a Internet das Coisas (IoT) permite a criação de réplicas digitais de objetos e ambientes do mundo real, promovendo a monitorização em tempo real, criação de simulações e aprimoramento dos processos de decisão.
AR/VR: A AR sobrepõe informações digitais ao mundo real, enquanto a VR cria ambientes virtuais imersivos. A tecnologia AR/VR ajuda a visualizar produtos de forma interativa e imersiva, permitindo que os clientes os vejam os produtos e os personalizem antes de tomarem decisões de compra.
IoT (Internet das Coisas): A integração de dispositivos IoT e sensores RFID potencia ainda mais as capacidades da digitalização. Estes dispositivos e sensores reúnem dados valiosos de ativos físicos, fornecendo atualizações contínuas sobre fatores como temperatura, pressão e métricas de desempenho.
IMPACTO: À medida que o cenário digital continua a evoluir, a sinergia, AR/VR e IoT tornar-se-á mais forte. A capacidade de criar réplicas digitais precisas, visualizar produtos de maneiras interativas e recolher dados em tempo real de ativos físicos oferece oportunidades sem precedentes para empresas em todas as indústrias.
4. ECONOMIA CIRCULAR E REDUÇÃO DE RESÍDUOS
Num momento no qual lidamos com inúmeros desafios ambientais, a Economia Circular emergiu como um conceito poderoso para mitigar a geração de resíduos e promover práticas sustentáveis.
Redução de Resíduos: Quando as empresas projetam produtos com maior durabilidade, capacidade de reparação e reciclabilidade em mente, podem minimizar o consumo de recursos virgens e maximizar o valor dos materiais, mantendo-os no ciclo produtivo.
Revenda/Reparação: Programas de recompra de vestuário e têxteis usados ganharam um impulso significativo nos últimos anos. Estas iniciativas permitem que os clientes devolvam as suas roupas em final de vida, que são então reparadas ou recicladas em novos produtos.
Eco-Design: Projetar produtos com considerações de fim de vida em mente é um aspeto crucial da economia circular, pois permite pensar no ciclo de vida completo de um produto.
IMPACTO: A adoção dos princípios da economia circular é essencial para as empresas que procuram reduzir resíduos e transitarem para práticas mais sustentáveis. Além de ter um impacto positivo no meio ambiente, a economia circular oferece oportunidades para novas fontes de receita e uma melhor reputação da marca num mercado em constante crescimento com produtos sustentáveis.
5. CADEIAS DE ABASTECIMENTO TRANSPARENTES E RASTREABILIDADE
Com a consciencialização do consumidor e a procura por práticas de produção éticas, as cadeias de abastecimento transparentes e a rastreabilidade tornaram-se elementos cruciais para as empresas em todas as indústrias.
Blockchain: A aplicação do blockchain nas cadeias de abastecimento permite a criação de registos imutáveis, fornecendo informações transparentes e à prova de adulteração sobre cada etapa do processo de produção e distribuição.
Sistemas de Rastreabilidade: A implementação de sistemas de rastreabilidade permite às empresas acompanhar e monitorizar o movimento de matérias-primas e produtos acabados ao longo da cadeia de abastecimento.
IMPACTO: As cadeias de abastecimento transparentes e a rastreabilidade tornaram-se imperativas para as empresas que procuram construir a confiança junto do consumidor e demonstrar o seu compromisso com práticas responsáveis. A adoção de tecnologias como o blockchain e a implementação de sistemas de rastreabilidade permitem visibilidade de ponta a ponta, promovendo responsabilidade e integridade ao longo da cadeia de abastecimento.
6.NEARSHORING, RESHORING E PRODUÇÃO LOCALIZADA
A pandemia do COVID-19 expôs as vulnerabilidades das cadeias de abastecimento globais, levando as empresas a reavaliarem as suas estratégias de fornecimento.
Nearshoring: O nearshoring envolve a realocação de instalações de produção mais próximas do país de origem ou a aquisição de matérias-primas de regiões vizinhas.
Reshoring: O reshoring traz a produção de volta ao país de origem, proporcionando um controlo ainda maior sobre os processos de produção, padrões de qualidade e propriedade intelectual.
Localizada: A produção localizada enfatiza a colaboração e parcerias dentro de uma região específica. Trabalhar em estreita colaboração com fornecedores locais permite às empresas estabelecerem cadeias de abastecimento resilientes e eficientes.
IMPACTO: Estas estratégias têm o potencial de criar oportunidades de emprego, revitalizar as indústrias locais e apoiar o crescimento económico sustentável. Além disso, ao encurtar as cadeias de abastecimento e reduzir o transporte de longa distância, as empresas podem diminuir significativamente as emissões de carbono, contribuindo para o ambiente.
7.INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) NO DESIGN E PRODUÇÃO
A integração da Inteligência Artificial (IA) nos processos de design e produção revolucionará completamente a forma como as empresas operam.
IA para Design: Ferramentas alimentadas por IA tornaram-se ativos inestimáveis na otimização do design e na previsão de tendências.
Planeamento de Produção: As ferramentas impulsionadas por IA também desempenham um papel crucial no planeamento da produção. Tirando partido de dados históricos, tendências de mercado e outras variáveis, os algoritmos de IA podem gerar previsões precisas e otimizar os planos de produção.
Visão Computacional: Sistemas impulsionados por IA podem analisar dados visuais e detetar defeitos ou anomalias nos produtos, com alta precisão e rapidez.
IMPACTO: A integração da IA melhora a eficiência, reduz o desperdício e melhora a qualidade do produto, resultando em economia de custos e maior satisfação do cliente. À medida que a IA continua a avançar, o seu potencial para revolucionar os processos de design e produção só aumentará, oferecendo às empresas novos caminhos para a inovação e o sucesso.
8.TÊXTEIS INTELIGENTES E VESTUÁRIO FUNCIONAL
A convergência entre a robótica “suave” e os tecidos deu origem a uma nova era de inovação com o desenvolvimento de têxteis inteligentes e de vestuário funcional.
Têxteis de Próxima Geração: São têxteis inteligentes que envolvem a incorporação de robótica “suave” e de eletrónica em tecidos, resultando em peças de vestuário que se podem adaptar, responder e interagir com o ambiente do utilizador.
Vestuário Inteligente: As peças de vestuário com sensores incorporados e conectividade tornaram-se cada vez mais comuns. Das faixas de fitness aos monitores de frequência cardíaca embutidos em camisas, as aplicações de têxteis inteligentes são vastas.
Roupa Funcional: Algumas inovações como tecidos resistentes a manchas e propriedades de autolimpeza tornaram-se disponíveis no mercado, melhorando a conveniência e a durabilidade das roupas.
IMPACTO: A crescente procura no mercado por estes produtos criou oportunidades para novas categorias de produtos, atraindo tanto entusiastas da tecnologia como da moda. A integração perfeita de características de alta tecnologia no vestuário do dia a dia aumentará a satisfação do cliente e revolucionará a forma como nos vestimos.
9.AUTOMAÇÃO ROBÓTICA E IA
A automação robótica e a IA trouxeram uma transformação revolucionária na indústria, resultando em maior eficiência, redução dos custos de mão-de-obra e aumento da produtividade. Através da adoção de sistemas robóticos e da utilização de tecnologias de IA, as empresas estão a otimizar os seus processos de produção e a estabelecer fábricas totalmente automatizadas.
Costura: Máquinas de costura robóticas têm a capacidade de realizar tarefas repetitivas de costura com precisão e velocidade, reduzindo a necessidade de mão-de-obra e melhorando a eficiência de produção.
Corte Automático: Estes sistemas utilizam tecnologia avançada para cortar com precisão tecidos ou outros materiais com base em padrões pré-programados, reduzindo significativamente o desperdício de material e aumentando a velocidade de produção.
Fábricas Geridas por IA: A implementação da automação impulsionada por IA vai além de processos individuais. Com a automação impulsionada por IA, as fábricas podem operar com intervenção humana mínima, resultando na redução dos custos de mão-de-obra e no aumento da produtividade. Isto tem o potencial de trazer a produção de volta para casa, reduzindo a dependência das empresas de instalações de produção no estrangeiro, trazendo assim a produção para mais perto dos seus países de origem.
IMPACTO: A integração da IA para a otimização de processos e tomada de decisões constrói fábricas totalmente automatizadas, trazendo benefícios substanciais para a indústria, contribuindo para o aumento da produtividade, redução dos custos de mão-de-obra e melhoria da eficiência, resultando num cenário de produção mais competitivo.
10 PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E PRÁTICAS ECOLÓGICAS
A indústria têxtil e de vestuário está a abraçar a sustentabilidade e as práticas de produção ecológicas para reduzir o seu impacto ambiental e responder à procura dos consumidores por produtos sustentáveis.
Eficiência Energética: Os fabricantes estão a otimizar o uso de energia e a investir em equipamentos avançados para reduzir significativamente as emissões de carbono e contribuir para um futuro mais verde.
Economia de Água: A adoção de técnicas de tingimento e acabamento que economizam água, tais como processos de baixo consumo de água ou sem água, que minimizam o consumo de água e produtos químicos e que reduzem as águas residuais.
Eletricidade Renovável: Muitas empresas têxteis estão a mudar para fontes de eletricidade baseadas em energias renováveis, tais como painéis solares e turbinas eólicas, ou a utilizar sistemas de iluminação eficiente, como luzes LED.
Redução dos Resíduos: Para minimizar o desperdício, muitos fabricantes eliminaram completamente materiais de embalagem desnecessários, como sacos de plástico e etiquetas, optando por alternativas sustentáveis, como embalagens recicladas ou biodegradáveis, e adotando práticas de produção mais eficientes.
IMPACTO: Estas práticas de produção sustentável e ecológica reduzem a pegada ambiental da indústria, atendendo às preferências dos consumidores por produtos sustentáveis e oferecendo potenciais económicos a longo prazo.
O QUE ESPERAR DO FUTURO?
O futuro da têxtil e de vestuário está a ser moldado por uma série de tendências tecnológicas transformadoras. Desde inovações digitais e produção ecológica, passando por iniciativas de economia circular, a indústria está a passar por uma revolução profunda.
Estes avanços não só melhoram a eficiência operacional e a produtividade, mas também impulsionam a sustentabilidade, a transparência e o foco no cliente.
À medida que as tendências tecnológicas continuam a moldar esta indústria, o setor de produção tem de estar preparado para um crescimento transformador.
Abraçar estes avanços não impulsionará apenas a eficiência operacional, mas também posicionará as empresas na vanguarda da inovação.
System Thinking ou pensamento sistémico é uma metodologia inovadora que responde à complexidade dos desafios da atualidade e que pode apoiar a análise de fatores que influenciam o desempenho da indústria, de uma forma simples, é a compreensão de um fenómeno dentro de um contexto.
Visão sistémica é vista como a capacidade de ver a empresa de forma ampla e, dessa forma, identificar os processos existentes, como eles funcionam, como os sectores se integram, o modo como acontece a produção e a entrega dos produtos ou serviços ao consumidor e ao mercado.
Na visão sistémica é necessário desestruturar os problemas, para compreender melhor o seu processo e os seus desvios, através 4 fases:
Evento:é o nível visível do problema onde é percebido pelas pessoas envolvidas no processo, e é com base neste evento que estas explicam o que está a acontecer.
Padrões de Comportamento:que ocorrem com base no evento que aconteceu e sobre o qual as pessoas reagem imediatamente com ações que necessitam ser avaliadas no longo prazo, bem como as suas implicações.
Estruturas Sistémicas: é a compreensão estrutural da situação, onde são fornecidos parâmetros que permitem melhorar as intervenções e alavancar a mudança de comportamentos.
Modelos Mentais: são estruturas que influenciam todo o processo, sendo necessário identificar como são gerados e influenciados, de modo a compreendê-los e modificá-los.
Para implementar um processo de gestão de mudança é necessário compreender a realidade atual, ter uma visualização do futuro com construção de estratégias robustas, de modo a promover a mudança sistémica, onde cada indivíduo tem um papel importante para a obtenção das metas.
SUGESTÕES DE METAS SISTÉMICAS:
Pensar mais no todo do que nas partes.
Incentivar mais os relacionamentos que os objetos.
Promover mais o entendimento da realidade como redes do que hierarquia.
Valorizar mais os sistemas celulares do que lineares.
Focar mais na dinâmica dos processos subjacentes do que na estrutura estática.
Visualizar o mundo como um organismo vivo, em vez de como uma máquina.
O pensamento sistémico aparece como uma abordagem inventiva e promissora para a indústria que está inserida num ambiente cada vez mais globalizado, competitivo e em constante mudança, onde são priorizadas as soluções inovadoras que garantam viabilidade económica, justiça social e sustentabilidade ambiental.
RESUMO
Compreensão mais profunda dos sistemas.
Identificação de padrões e dinâmicas.
Soluções mais eficazes e sustentáveis.
Adaptação e resiliência.
Colaboração e cooperação.
Abordagem interdisciplinar.
Prevenção e antecipação de problemas.
A visão sistémica oferece uma abordagem poderosa e versátil para enfrentar problemas complexos e interdependentes, proporcionando insights valiosos e soluções mais eficazes e sustentáveis.
CSRD na União Europeia: Implicações Significativas para a Indústria Têxtil em Portugal
CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) ou o Relato de Sustentabilidade das Empresas, é uma nova diretiva da União Europeia que entrou em vigor em janeiro de 2023 e que visa aumentar a transparência e a confiança nas práticas de sustentabilidade das empresas.
1.PROMOÇÃO DE UMA ECONOMIA MAIS VERDE
A CSRD faz parte do European Green Deal e da Sustainable Finance Agenda da União Europeia, que têm como objetivo promover uma economia mais verde, inclusiva e resiliente e pretende criar um acesso público e transparente a dados fidedignos sobre as informações da sustentabilidade das empresas, protegendo os diferentes stakeholders das práticas de greenwashing.
Aplica-se a um conjunto alargado de empresas que operam na União Europeia, incluindo:
Grandes Empresas;
PME cotadas em mercados regulamentados;
Empresas de países terceiros com filiais ou sucursais na EU.
Estas empresas terão de publicar relatórios regulares sobre os seus impactos ambientais e sociais, de acordo com as Normas Europeias de Reporte de Sustentabilidade (ESRS), elaboradas pelo European Financial Reporting Advisory Group (EFRAG), que se espera se encontram em consulta pública até 7 de julho de 2023.
Convém notar que as Microempresas e as PME não cotadas em mercados regulamentados, não são diretamente afetadas pelas regras propostas, no entanto, a proposta prevê medidas de apoio a estas empresas que poderão ser indiretamente afetadas, pois podem, por exemplo, atuar como fornecedores de cadeias de abastecimento mais complexas.
As ESRS são um conjunto de doze normas que abrangem questões transversais, ambientais, sociais e de governação. As empresas terão de divulgar informações que permitam compreender e aferir o impacto das suas políticas de ESG atuais e futuras, bem como os riscos e oportunidades associados à sustentabilidade. As informações e os dados comunicados serão reportados eletronicamente de acordo com uma taxonomia específica para permitir uma comparação mais simples.
A garantia de independência por terceiros dos relatórios de sustentabilidade publicados de acordo com a CSRD será obrigatória nos Estados-Membros. Esta garantia visa assegurar a qualidade, a fiabilidade e a comparabilidade das informações divulgadas pelas empresas.
2. COMO VAI AFETAR A INDÚSTRIA TÊXTIL?
AMBIENTE: A indústria têxtil é responsável por uma elevada pegada ecológica, consumindo grandes quantidades de água, energia e recursos naturais, gerando emissões de gases com efeito de estufa e resíduos têxteis.
A CSRD exigirá que as empresas têxteis divulguem informações sobre o seu desempenho ambiental, incluindo indicadores como o consumo de água, energia e matérias-primas, as emissões de carbono, os resíduos gerados e reciclados, a utilização de produtos químicos perigosos e o impacto na biodiversidade.
RESPONSABILIDADE SOCIAL: A indústria têxtil é confrontada com questões como o respeito pelos direitos humanos, as condições laborais, a saúde e segurança dos trabalhadores, a igualdade de género e a inclusão social.
A CSRD exigirá que as empresas têxteis divulguem informações sobre o seu desempenho social, incluindo indicadores como o número e a diversidade dos trabalhadores, as remunerações e benefícios sociais, a formação e desenvolvimento profissional, o diálogo social, a prevenção de acidentes e doenças profissionais, o combate ao trabalho infantil e forçado e o envolvimento com as comunidades locais.
GOVERNAÇÃO: A indústria têxtil é chamada a adotar uma gestão responsável e ética dos seus negócios, alinhada com os princípios da sustentabilidade.
A CSRD exigirá que as empresas têxteis divulguem informações sobre o seu desempenho de governação, incluindo indicadores como a estrutura e composição dos órgãos de gestão e fiscalização, a política de remuneração dos administradores, a gestão de riscos e oportunidades, a estratégia e os objetivos de sustentabilidade, a cultura e os valores organizacionais, a conformidade legal e fiscal e a prevenção da corrupção e do branqueamento de capitais.
Esta nova Diretiva representa, assim, uma oportunidade para a indústria têxtil de melhorar a sua transparência e credibilidade, de demonstrar o seu compromisso com a sustentabilidade, de identificar e mitigar os seus riscos e de aproveitar as oportunidades de inovação e diferenciação.
Também implica um desafio para a indústria têxtil de se adaptar às novas exigências regulatórias, de investir na recolha e tratamento de dados, de integrar as questões de sustentabilidade na sua gestão estratégica e operacional e de comunicar eficazmente com os seus stakeholders.
A Nitextile pode oferecer suporte abrangente à indústria têxtil, desde apoiar o meio empresarial a adaptarem-se às exigências da CSRD, melhorarem sua transparência e credibilidade, identificarem oportunidades de inovação e diferenciação, e se tornarem líderes sustentáveis em seu setor.
A Nitextile é uma parceira estratégica para a indústria na jornada da CSRD. Oferecemos consultoria especializada em sustentabilidade, auxiliando as empresas a cumprir as exigências regulatórias, melhorar a transparência e credibilidade, além de identificar oportunidades de inovação. Por meio de formação, desenvolvemos competências para lidar com as necessidades da CSRD.
Junte-se a nós e destaque-se como líder em inovação sustentabilidade na indústria têxtil.
NITextile foi uma das oito as Startups que, que no passado dia 29 de novembro, na 2ª edição do Showcase 2.0 – Inovação Industrial, iniciativa do Famalicão Made IN, dinamizada em parceria com a UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.
A iniciativa tem como tema a inovação industrial e como palco a empresa TMG, em Vale de São Cosme.
Este evento contou com 8 startups, 4 do MadeIN e 4 do UPTEC, e cerca de 20 empresa que partilharam conhecimento e experiência numa sessão cheia de Networking e Conhecimento.
A NITexile é uma Spinoff da Universidade do Minho focada na Investigação e Inovação Sustentável para obter resultados rápidos para os setores têxtil e do calçado.
IOTECH – Innovation on Technology-Criamos soluções inovadoras que resolvem problemas sociais através do uso de aplicações
A FM4ALL é uma empresa com a ambição de moldar o cenário de gestão de infraestruturas, para além da manutenção, mas sim da melhoria dos espaços em geral, proporcionando o suporte necessário para a melhor utilização dos recursos de forma sustentável. Fazendo uso de métodos modernos, com uma equipa preparada para responder às necessidades das diferentes infraestruturas, nunca esquecendo as particularidades que cada uma delas apresenta.
Vai-me á Vending – oferece aos seus clientes a conveniência de poderem comprar “uma carrada” de produtos, a qualquer hora do dia, através das suas #maquinasdevending, localizadas num ponto estratégico da cidade de Vila Nova de Famalicão!
Infinite Foundry é uma plataforma de planta digital 3D que aloja o modelo 3D preciso da planta obtido por digitalização a laser, chamado de plant digital twin, para fornecer uma experiência de gamificação 3D fácil que impulsiona a eficiência operacional industrial.
Value Negotiation Technologies (VN Tech) é uma plataforma de automação que aprimora as negociações de compras, simplificando o processo, resultando em melhores relacionamentos com fornecedores, prazos de entrega mais curtos e maior valor. http://www.valuenegotiation.tech
TakeCarbon é um protocolo Blockchain DeFi e ReFi focado em ajudar o Mercado Voluntário de Carbono e outras iniciativas ESG a atingir seu pleno potencial. https://takecarbon.com/
A Azitek é uma startup sediada no Porto, Portugal, que desenvolve Sistemas de Localização RF em Tempo Real (RTLS) de última geração, que operam em bandas de rádio livres de licença. A Azitek nasceu da necessidade de ter um RTLS de longo alcance e preciso, capaz de atender simultaneamente uma infinidade de veículos autônomos navegando em ambientes internos e externos.
Este Showcase foi uma excelente iniciativa de networking e partilha de conhecimento e tecnologias entre empreendedores e empresas.
NITextile foi uma das oito as Startups que, que no passado dia 29 de novembro, na 2ª edição do Showcase 2.0 – Inovação Industrial, iniciativa do Famalicão Made IN, dinamizada em parceria com a UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.
A iniciativa tem como tema a inovação industrial e como palco a empresa TMG, em Vale de São Cosme.
Este evento contou com 8 startups, 4 do MadeIN e 4 do UPTEC, e cerca de 20 empresa que partilharam conhecimento e experiência numa sessão cheia de Networking e Conhecimento.
A NITexile é uma Spinoff da Universidade do Minho focada na Investigação e Inovação Sustentável para obter resultados rápidos para os setores têxtil e do calçado.
IOTECH – Innovation on Technology-Criamos soluções inovadoras que resolvem problemas sociais através do uso de aplicações
A FM4ALL é uma empresa com a ambição de moldar o cenário de gestão de infraestruturas, para além da manutenção, mas sim da melhoria dos espaços em geral, proporcionando o suporte necessário para a melhor utilização dos recursos de forma sustentável. Fazendo uso de métodos modernos, com uma equipa preparada para responder às necessidades das diferentes infraestruturas, nunca esquecendo as particularidades que cada uma delas apresenta.
Vai-me á Vending – oferece aos seus clientes a conveniência de poderem comprar “uma carrada” de produtos, a qualquer hora do dia, através das suas #maquinasdevending, localizadas num ponto estratégico da cidade de Vila Nova de Famalicão!
Infinite Foundry é uma plataforma de planta digital 3D que aloja o modelo 3D preciso da planta obtido por digitalização a laser, chamado de plant digital twin, para fornecer uma experiência de gamificação 3D fácil que impulsiona a eficiência operacional industrial.
Value Negotiation Technologies (VN Tech) é uma plataforma de automação que aprimora as negociações de compras, simplificando o processo, resultando em melhores relacionamentos com fornecedores, prazos de entrega mais curtos e maior valor. http://www.valuenegotiation.tech
TakeCarbon é um protocolo Blockchain DeFi e ReFi focado em ajudar o Mercado Voluntário de Carbono e outras iniciativas ESG a atingir seu pleno potencial. https://takecarbon.com/
A Azitek é uma startup sediada no Porto, Portugal, que desenvolve Sistemas de Localização RF em Tempo Real (RTLS) de última geração, que operam em bandas de rádio livres de licença. A Azitek nasceu da necessidade de ter um RTLS de longo alcance e preciso, capaz de atender simultaneamente uma infinidade de veículos autônomos navegando em ambientes internos e externos.
Este Showcase foi uma excelente iniciativa de networking e partilha de conhecimento e tecnologias entre empreendedores e empresas.
A indústria têxtil tem evoluído historicamente em práticas de produção que têm um elevado impacto no equilíbrio do planeta, mas está a surgir uma nova abordagem como o foco na reparação dos danos do passado e na renovação da esperança para o futuro.
As técnicas regenerativas, como a agricultura regenerativa, a utilização de energia renovável e limpa e as práticas sociais justas e inclusivas, estão a restaurar uma indústria que tem um peso ambiental e económico enorme para o planeta e para as pessoas. Embora esta transição exija investimento, as empresas que optam por esta abordagem estão a descobrir que a sustentabilidade e a rentabilidade podem coexistir e até reforçar-se mutuamente.
Quando se opta pela inovação em vez da estagnação, abre-se a empresa a novas inspirações, modelos de negócio e à redução de custos. Além disso, satisfaz-se a crescente procura dos consumidores por produtos éticos e amigos do ambiente.
O que são os Têxteis Regenerativos?
As práticas comerciais regenerativas visam restaurar e regenerar os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra, reconhecendo que os negócios dependem da saúde dos ecossistemas e incorporam princípios de sustentabilidade para apoiar a biodiversidade, os ciclos de nutrientes e a resiliência do clima.
Em termos práticos, as empresas que adotam praticas regenerativas procuram maximizar o uso de recursos renováveis, minimizar os resíduos e a poluição, e restaurar a terra e a água. Na indústria têxtil esta abordagem pode incluir estratégias como:
utilização de fibras naturais cultivadas localmente de forma regenerativa.
implementação da economia circular através da aplicação dos princípios de repensar, reduzir, reutilizar, reparar, remanufatura e reciclar ao longo de toda a cadeia de abastecimento.
Investimento em energia renovável e transportes com baixa emissão de carbono.
Pagamento aos fornecedores e agricultores preços justos que permitam práticas regenerativas.
Já são muitas as marcas que adotaram práticas regenerativas para construir soluções circulares e sustentáveis para a indústria. Marcas como a Eileen Fisher, Patagonia e a Cotopaxi já optam por matérias-primas regenerativas, reduzindo desta forma os resíduos gerados e apoiando ao mesmo tempo as comunidades locais.
A transição para as práticas regenerativas exige investimento e inovação em toda a cadeia têxtil e ao incorporar os princípios da sustentabilidade nos seus modelos de negócios, a indústria têxtil pode desempenhar um papel fundamental na criação de um futuro regenerativo.
Benefícios Ambientais de uma Abordagem Regenerativa
Uma abordagem regenerativa para a indústria têxtil pode trazer inúmeros benefícios ambientais.
A agricultura regenerativa e as fibras naturais cultivadas com práticas regenerativas podem regenerar os solos, sequestrar carbono, aumentar a biodiversidade no solo e subsolo, apoiar outros serviços ecossistémicos e contribuir para as economias locais.
As fibras naturais mais adotadas para uma indústria da moda sustentável são aquelas que nós já usamos há milhares de anos, tal como o algodão, a lã, o linho, o cânhamo e o rami.
A pesquisa e o desenvolvimento para melhorar as práticas de gestão em escala são necessárias para esta nova abordagem e são necessários mais estudos que quantifiquem o valor da agricultura regenerativa.
São igualmente necessários novos materiais que colmatem algumas lacunas de desempenho das fibras naturais e que possam oferecer a mesma elasticidade, durabilidade, repelência à água e outras características que só se encontram nos produtos sintéticos à base de petróleo.
Neste aspeto, a inovação centrada em necessidades comuns de desempenho, como a coloração e repelência à água já começou, e a fermentação está também a começar a demonstrar bons resultados, com inúmeras empresas bem encaminhadas para fornecerem alternativas aos corantes à base de petroquímicos.
Antecipa-se que todas as necessidades de desempenho podem ser atendidas com matérias-primas de base biológica, pelo que importa que seja dada uma atenção e definição crítica à biologia sintética e aos nanomateriais como alternativas do futuro.
Reduzir os Desperdícios
A indústria têxtil e do vestuário gera uma enorme quantidade de desperdício, o que representa uma oportunidade significativa para melhorar a sua sustentabilidade. Cerca de 15% da produção têxtil total, o equivalente a 60 biliões de metros quadrados por ano, acaba como desperdício mesmo antes de chegar ao consumidor. Felizmente, muitas pessoas e organizações já estão a trabalhar para minimizar o desperdício nestes dois setores.
É assim necessário adotar novas tecnologias de produção de fibras, alinhadas com os ciclos da natureza, de maneira ética e sustentável, que incluam fermentação e pirólise, bem como novas tecnologias de fiação capazes de processar estas novas fibras sem comprometer a qualidade.
Por último, ao reduzir o desperdício, a quantidade de terra necessária para produzir têxteis de base biológica irá diminuir. Para este ponto importa que sejam concentrados esforços nos desperdícios tanto da indústria alimentar, como na indústria têxtil, já que ambos os sistemas estão intrinsecamente ligados, dependendo de terras agrícolas e florestais para a produção e, geralmente, contribuindo para que a humanidade exceda os limites planetários ano após ano.
Aproximadamente um terço de todos os alimentos destinados ao consumo humano é desperdiçado, enquanto a indústria da moda produz uma enorme quantidade de desperdício pré-consumidor devido ao excesso de stocks que nunca é vendido.
A produção descentralizada já é possível e não significa que toda a indústria deve ser limitada localmente em termos de produção, mas sim que as entradas na indústria são limitadas pela capacidade de suporte de zonas ecológicas especificas e a roupa é produzida localmente, quando apropriado.
Mitigar os Problemas
Para tratar adequadamente a poluição existente na indústria têxtil, devem ser adotadas tecnologias de transição que podem ajudar a remediar os danos ambientais já causados, permitindo simultaneamente uma mudança para práticas regenerativas e de restauração.
Bactérias Metanotróficas
As bactérias metanotróficas alimentam-se dos subprodutos da decomposição, como o metano e o dióxido de carbono. Estas bactérias podem ser aproveitadas para decompor materiais não biodegradáveis como o poliéster. Embora ainda se encontre nas fases iniciais de investigação e desenvolvimento, a biodegradação metanotrófica é promissora para eliminar os poluentes persistentes da cadeia de abastecimento da têxtil e da moda.
Pirólise
A pirólise utiliza altas temperaturas para converter os materiais nos seus elementos químicos principais. Os componentes que daí resultam podem então ser recombinados em novos materiais, o que permite que materiais atualmente não recicláveis sejam decompostos e transformados em novos têxteis. O calor e os subprodutos gasosos do processo podem também podem ser capturados e utilizados para a produção de energia. A tecnologia de pirólise está ainda limitada pelo custo e pela escala, mas os projetos existentes estão a demonstrar a sua viabilidade para lidar com fluxos de resíduos problemáticos.
Gaseificação
A gaseificação é um processo térmico que transforma plásticos e biomassa em Syngas(gás de síntese) e CO2, que posteriormente podem ser aproveitados.
Dissolução
A dissolução é um processo no qual um solvente é usado para separar os polímeros, ou resíduos plásticos, de outros resíduos. Os aditivos, pigmentos e polímeros sem valor são retirados da solução porque não se dissolvem. Após a dissolução, é adicionado um coagulante para precipitar o polímero pretendido, podendo este ser retirado diretamente, sem a necessidade de uma reação química adicional.
Solvólise
A solvólise é usada mais comumente na reciclagem avançada do PET, mas é semelhante à dissolução porque neste processo o polímero decompõe-se nos seus monómeros constituintes. Após a “despolimerização”, outros elementos, como aditivos, cargas e outros, devem ser retirados do processo.
Enzimólise
A enzimólise é uma tecnologia que ainda se encontra em escala totalmente laboratorial e que usa vários tipos de biocatalisadores para “despolimerizar” o material, produzindo novos monómeros. Esta é uma das tecnologias mais promissoras, uma vez que recorre a soluções biológicas.
Produção de Fibras Alternativas
As novas tecnologias para a produção de fibras têxteis através de fermentação, regeneração de celulose e outros métodos de base biológica estão a surgir como alternativas mais sustentáveis. Por exemplo, as empresas estão a desenvolver formas de criar tecidos a partir de resíduos alimentares, algas e subprodutos agrícolas que, de outra forma, iriam para aterros ou incineração. Estes métodos de produção alternativos reduzem a poluição resultante do cultivo e processamento de fibras convencionais como o algodão. O apoio ao desenvolvimento e à expansão de tecnologias de fibras ecológicas será fundamental para a transição do setor.
Facilitar a Transição
Investir na Agricultura Regenerativa em Escala
A transição para a agricultura regenerativa é fundamental para a produção de fibras sustentáveis em escala. Porém, as práticas regenerativas requerem um investimento inicial e um período de transição de vários anos. É necessária mais investigação que quantifique o valor económico e o potencial de criação de emprego da agricultura regenerativa para a produção têxtil, de modo a acelerar a sua adoção.
Incentivar o Desenvolvimento de Novos Biomateriais
Quando as fibras naturais não conseguem satisfazer necessidades de desempenho, é necessário inovar em materiais de base biológica. As empresas estão a desenvolver corantes à base de plantas e outras alternativas aos petroquímicos, mas ainda é necessário mais trabalho para materiais como o elastano. O investimento público e privado em Investigação & Desenvolvimento (I&D) para têxteis de alto desempenho de base biológica ajudaria a colmatar esta lacuna.
Restaurar Terrenos Degradados
A restauração de terrenos agrícolas degradados tem um potencial significativo para a produção de fibras e para o crescimento económico. Investir na restauração de terras para a produção de fibras pode gerar retorno financeiro, criando empregos e matérias-primas ao mesmo tempo.
Esforços de Pesquisa Agregados
A pesquisa sobre fibras é frequentemente conduzida de forma isolada, separada dos combustíveis, polímeros e outros setores que poderiam beneficiar dos mesmos materiais. A formação de consórcios de economia circular para agregar a investigação sobre fibras, corantes e outros materiais de base biológica em todas as industrias poderia acelerar o desenvolvimento de soluções têxteis sustentáveis.
Educar e Incentivar a Procura por Parte dos Consumidores
Embora a produção têxtil sustentável seja fundamental, a procura dos consumidores por vestuário ecológico também e necessária para impulsionar a mudança. Educar os consumidores sobre o impacto ambiental dos têxteis e incentivar a compra de vestuário sustentável através de marketing e benefícios pode ajudar a criar uma procura que corresponda a uma oferta melhorada.
Investimentos e Novos Modelos de Negócios
Para fazer haver uma transição da indústria têxtil para práticas regenerativas serão necessários investimentos em novos modelos de negócio e parcerias. À medida que as marcas procuram substituir os materiais sintéticos e insustentáveis por fibras naturais e soluções circulares, os custos iniciais serão mais elevados, mesmo que as poupanças e os benefícios a longo prazo aumentem.
Sinalizamos aqui várias abordagens de investimento que são promissoras para permitir esta transição.
Financiamento de Conservação
Os estudos existentes à data demonstram que a agricultura regenerativa pode gerar valor económico através de serviços ecosistémicos. As marcas e os investidores podem fornecer um financiamento inicial aos agricultores para a transição das terras para práticas orgânicas e regenerativas, partilhando posteriormente os lucros e os benefícios ao longo do tempo. Este modelo reduz os riscos para os agricultores, ao mesmo tempo que acelera a disponibilidade de materiais orgânicos.
I&D Biológico
As marcas e as instituições de investigação devem aumentar o financiamento para o desenvolvimento de materiais de base biológica e bioinspirados para substituir os sintéticos. O aproveitamento das soluções da natureza pode produzir novas fibras e métodos de produção que reduzem os resíduos e a poluição. As parcerias entre disciplinas como a química verde, a biomimética e as ciências agrícolas são assim fundamentais.
Programas Piloto
As marcas dispostas a serem pioneiras na adoção de materiais e métodos de produção sustentáveis enfrentam custos e riscos mais elevados. É aqui que as parcerias e os investimentos de impacto em programas piloto podem ajudar a partilhar estes custos iniciais, enquanto demonstram a viabilidade para a indústria em geral. Os programas bem-sucedidos podem então ser ampliados para alcançar um maior impacto global.
Educação do cliente
Embora as marcas devam impulsionar a mudança, os clientes também moldam o mercado. As campanhas educativas sobre o impacto ambiental da moda e as vantagens dos materiais ecológicos podem influenciar os hábitos de compra e criar uma procura por opções sustentáveis. Isto ajuda a justificar os investimentos, demonstrando o potencial para mudanças a longo prazo no setor.
Matérias-Primas Regenerativas Naturais
Para as fibras naturais como o algodão, a lã e as fibras de origem vegetal, a agricultura regenerativa é fundamental. Estas práticas resultam em fibras de maior qualidade com benefícios adicionais, como maior resistência à seca e maior retenção de água nos solos.
O investimento na transição de mais agricultores de algodão e lã para métodos regenerativos poderia satisfazer uma parte significativa da procura de fibras naturais.
As fibras celulósicas provenientes de resíduos agrícolas, como a palha de arroz, o álcool da cana-de-açúcar e as folhas de ananás, constituem outras matérias-primas naturais e biodegradáveis. Estes resíduos, por si só, poderiam potencialmente satisfazer duas vezes e meia a atual procura mundial de fibras. A extração de fibras a partir destes fluxos de resíduos constitui uma oportunidade para gerar rendimentos para os agricultores, reduzir os resíduos e a poluição associada à queima e produzir fibras com uma pegada ambiental mais pequena.
A diversificação das fontes de fibra através do cultivo de uma gama mais ampla de fibras naturais e do desenvolvimento de novas fibras de base biológica pode ajudar a reduzir a dependência do algodão e do poliéster.
O Futuro já Chegou
De modo a que seja permitida uma transição regenerativa em larga escala, as empresas devem repensar os modelos de negócios lineares baseados numa abordagem “extrair, produzir, descartar”. A adoção de modelos de negócio circulares que maximizem a utilização de materiais e prolonguem a vida útil dos produtos através da reparação, reutilização e reciclagem pode reduzir significativamente os resíduos e o impacto ambiental.
As empresas líderes no setor da moda já estão a implementar novos modelos baseados em serviços, como o aluguer de vestuário, plataformas de revenda e reciclagem de fibra para fibra. A expansão destas estratégias circulares a todo o sector deve ser uma prioridade.
À medida que a indústria têxtil continua a sua transição para práticas sustentáveis e regenerativas, encontra a oportunidade de estar na vanguarda de uma mudança positiva.
Embora o caminho a percorrer exija esforços conjuntos e trabalho diligente, cada passo em direção à renovação e restauração dos ecossistemas cria um futuro melhor para as comunidades e para o planeta. Havendo compromissos de melhoria contínua e uma vontade de forjar novas parcerias, a indústria têxtil pode tecer uma historia de esperança, valorizando tanto a ética como a economia, afastando uma imagem negativa que a tem acompanhado nas últimas décadas.
A NITextile pode apoiar a sua empresa na transição para um modelo de negócio regenerativo.
A NITextile participou no evento Estratégias Inovadoras Sustentáveis no STV, da plataforma óma dinamizado pelo Luís Cristino e Filipe Soutinho, que ocorreu no passado dia 23 de novembro, em Famalicão. A sessão teve a abertura com o Luís Cristino que apresentou todos os intervenientes do evento.
A Key Note Speaker Inês Costa da Deloitte apontou a sustentabilidade como um dos fatores de riscos para as empresas, tanto a nível económicos, como ambientais e sociais, onde revelou estudos realizados pela Deloitte que mostraram que a escassez de matérias-primas e o seu custo como os principais fatores de risco. Indicou também que as PME’s são o grupo de empresas com maior carência na consciencialização de medidas de sustentabilidade, onde mostrou a sua preocupação, dado que juntas, são as que mais representam no impacto ambiental. Os riscos enunciados de maior impacto foram o metaverso, circularidade, sustentabilidade e blockchain. No entanto os impulsionadores de tendências apontadas para o ITV foram a sustentabilidade, a segunda vida, a digitalização total, o simbolismo funcional dos benefícios intangíveis e a transformação dos produtos em ativos financeiros com o envelhecimento.
Outro ponto relevante, foi as tendências regulatórias, com cocriação de responsabilidade, onde toda a cadeia de valor, a rastreabilidade, a reciclagem e o investimento tecnológico tem de funcionar como um só. Isto porque está a chegar o sistema de reportar sustentabilidade que obrigará a toda a cadeia reportar e se responsabilizar pelo seu processo. Este reportar obrigará as empresas a recolher e tratar informação que lhe permitirá apoiar decisões estratégicas, mas também exposição de riscos e de reputação. Por outro lado, será possível comparar e medir todas as organizações pelas mesmas regras.
Por fim, deixou algumas questões para reflexão “Quais os maiores desafios da sustentabilidade na sua organização?”, “Quais as prioridades a curto prazo”?
Na segunda parte do evento a Joana Campos (Fashion Makers Studio) moderou a Mesa redonda, que contou com quatro intervenientes do sector ITV.
António Brás Costa do Citeve fez um breve resumo dos trabalhos que Portugal está a fazer no âmbito da sustentabilidade do sector Têxtil e vestuário, onde salientou que a sustentabilidade é para TODOS, e que o início terá de ser pela redução hídrica e energética, assim como por soluções de matérias-primas mais locais.
Ana Silva Tavares da RDD explica que a nova geração de fibras celuloses regeneradas, a partir de resíduos, como é o caso da Circulose, são fibras com boa performance, a procura e o fornecimento são razoáveis, mas que há desafios que precisam de ser ultrapassados, tais como a origem das fibras que são misturadas no fio com estas fibras e o aumento de investimento nestes projetos pilotos, que normalmente são start-ups com muito potencial, mas que o tempo de chegada ao mercado e a sua escalabilidade é um percurso longo e com grandes investimentos.
João Valério da Recutex enunciou a debilidade da recolha de resíduos têxteis em Portugal, sendo uma área que necessita de uma estratégia governamental, caso contrário estamos a perder uma enorme fonte de matéria-prima para a indústria.
Pedro Silva da TMG tecidos explicou que a incorporação de produtos ou materiais sustentáveis tem passado de produtos cápsula para o centro das coleções de desenvolvimento, onde o preço não deixa de ser tema de discussão mas que as novas fibras trazem desempenho e escalabilidade que são cada vez mais valorizadas pela sua diferenciação.
Este painel fechou com o levantamento de tópicos de reflexão para a indústria da amanhã, onde a colaboração entre empresas é cada vez mais importante, a digitalização da indústria e a criação de equipas multidisciplinares dentro da indústria será determinante para fazer face aos desafios.
IGNITE SESSIONS – Special Edition – Technologies & Materials
A NITextile participou em mais uma “Ignite Sessions”, um evento organizado pela Fibrenamics no passado dia 22 de Novembro e onde foram debatidas as tendências e oportunidades revolucionárias em áreas como energia, smart materials, circularidade e low carbon. Neste evento celebraram-se ainda os 12 anos da Fibrenamics.
O coordenador da Fibrenamics, Raúl Fangueiro, abriu mais uma sessão da “Ignite Sessions” destacando a importância dos materiais avançados á base de fibras e compósitos, que são o core da Fibrenamics. Destacou ainda a importância de serem encontradas soluções sustentáveis sem comprometer a funcionalidade e o propósito das soluções, tendo sempre em conta o preço, desempenho e a colocação no mercado das soluções.
Carlos Silva, Administrador Executivo na InvestBraga, falou da importância da aproximação da inovação e dos centros de conhecimento às empresas, o que permite às mesmas trabalharem em mercados mais competitivos e técnicos. Divulgou ainda os resultados de um estudo do estado da inovação e do empreendedorismo, que colocava o quadrilátero formado pelos municípios de Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães ao nível das grandes cidades em termos de captação de investimento e geração de valor.
Na Keynote realizado por Miguel Marques, presidente do conselho de administração executivo da Inovamar, foi apresentado o Pacto da Bioeconomia Azul, projeto que pretende explorar os recursos do Oceano para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços até ao final do ano de 2025. Este projeto envolve 83 entidades no consórcio e para além de se focar na procura de novas soluções sustentáveis, pretende ainda ser o motor de arranque de novos negócios e indústrias nas áreas alimentar, têxtil, farmacêutica e cosmética.
Na primeira tertúlia do evento, o tema focou-se nos materiais e nos tópicos da energia, low carbon, smart materials e circularidade e contou com a participação de Sara Barros (Graphenest), Roberto Teixeira (Devan), Filipa Garcia (Veolia), Jorge Lemos (EcoIbéria) e Luís Filipe Silva (TMG Automotive).
Sara Barros da Graphenest, destacou a importância do grafeno como um material com boas propriedades mecânicas, elétricas térmicas e óticas, para além de ser multifuncional, porque reduz consumo de elementos paralelos e também é compatível com impressão 3D. Este material leva já substitui os metais no encapsulamento das baterias dos automóveis elétricos, o que permite poupanças no peso dos veículos e como consequência, um aumento na autonomia.Na indústria de componentes para a área automóvel, Luís Silva reforçou a importância da TMG Automotive em ajudar os fabricantes a atingirem as suas metas de neutralidade carbónica, investindo para isso em digitalizar os processos internos, gerar e tratar os dados para tomar decisões, prever falhas e evitá-las. As análises do ciclo de vida dos materiais que produzem, a redução do desperdício e a adoção de novas matérias-primas como materiais reciclados ou de base bio, são algumas das estratégias aplicadas pela TMG Automotive. No futuro, esperam que os veículos sejam a continuidade das nossas salas de estar e para tal pretendem desenvolver materiais com auto-limpeza, auto-regenerativos, interativos e com alterações cromáticas.
No mundo das formulações químicas, Roberto Teixeira evidenciou o papel da Devan na procura incessante de novas soluções que permitam poupanças de recursos como água e energia, mantendo as propriedades de desempenho dos materiais convencionais. Para atingirem estes objetivos, contam com a aplicação da Química Verde e desenvolvem soluções verdes desde a origem dos materiais. A Devan produz também materiais que potenciam a performance de atletas no desporto, tal como soluções inovadoras de termorregulação ativa do corpo, ativada com o suor dos atletas.
Filipa Garcia da Veolia deu a conhecer os 3 principais objetivos principais da empresa, que passam por combater a escassez de recursos, água e matérias-primas críticas; Despoluição, tratamento de águas e do ar; e a descarbonização, com projetos para utilizarem hidrogénio nas cogerações em vez de gás natural. A empresa foca-se nos novos materiais que estão a surgir para conseguirem retirar o máximo valor dos seus resíduos e com isto evitar os erros que foram cometidos com a indústria mundial dos plásticos.
Jorge Lemos da EcoIbéria destacou o investimento da empresa em painéis solares, motores com maior eficiência energética, e os planos futuros para a instalação de baterias e parques solares, já que a energia solar representa 23% da energia consumida pela empresa.
Na produção de PET reciclado de grau alimentar Jorge Lemos refletiu na importância de serem instaladas tecnologias de robotização para permitir a separação eficaz e rápida dos resíduos, e também na digitalização do processo. O aproveitamento dos subprodutos gerados pelo processo de reciclagem permite que estes sejam usados por outras indústrias para a produção de outros materiais. Para Jorge Lemos, o Eco-Design é de extrema importância, pois só assim se podem impedir materiais multilaterais de entrar no processo de reciclagem.
A tarde abriu com um Keynote do professor José Martinho Marques de Oliveira, Diretor da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologia De Produção Aveiro-Norte (ESAN), onde foram demonstrados os avanços na tecnologia de Manufatura Aditiva em áreas com a impressão e injeção de novos polímeros, metais e materiais biológicos. São tecnologias revolucionárias e que podem mudar o panorama da personalização e produção deslocalizada, porém o investimento em máquinas de manufatura aditiva é ainda um impedimento para muitas empresas começarem a explorar a tecnologia.
A segunda tertúlia do evento contou com a presença de Filipa Robalo (Borgstena) e Mário Brito (Smart Innovation), sob o mote de tecnologias.
Mário Brito destacou as soluções de nanopartículas produzidas pela Smart Innovation, que permitem a substituição de petroquímicos e inseticidas. As nanopartículas com propriedades ativas ficam ligadas aos materiais e estão sempre ativas, permitindo desta forma fazer menos lavagens, reduzindo o consumo de água e energia ao mesmo tempo. Por se ligarem intrinsecamente aos materiais também tem maior durabilidade do que soluções que apenas são aplicadas superficialmente. As nanopartículas são de base de sílica, o que as torna biodegradáveis.
No caso da Borgstena, Filipa Robalo realçou os investimentos realizados pela empresa na área energética, o que permitiu que se tornassem em utilizadores de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis, alertando, contudo, para a dificuldade de soluções alternativas ao gás natural e propano. A Borgstena também já conta com tecnologias e máquinas que permitem a reutilização e recirculação de águas e pensa investir no futuro próximo em máquinas de tingir sem água, com tecnologia de CO2. Filipa Robalo salientou ainda que apesar dos investimentos para uma transição rumo à sustentabilidade, infelizmente o preço continua a ser um fator decisivo na colocação das encomendas, reforçando a dualidade sustentabilidade vs. preço que as marcas estão dispostas a pagar por ela.
A NITextile participou no evento Transição Verde e Digital do Sector do Calçado, organizado pelo Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP), que ocorreu no dia 15 de novembro, com o foco na combinação da sustentabilidade com a transformação digital reduz custos e o impacto ambiental, tornando a indústria do calçado portuguesa mais apelativa para os clientes e competitiva no mercado global.
O evento começou com a apresentação dos dois projetos RARISS e CNI4FOOT4.0, pela Maria José Ferreira (CTCP), que tiveram como foco o desenvolvimento de soluções para impulsionar a transição, atestando as suas vantagens práticas, económicas e ambientais.
No Projeto RARISS Raças Autóctones, Rastreabilidade, Inovação e Soluções Sustentáveis foram dinamizados pelo Joaquim Gaião, CTIC, pelo Miguel Freitas e Francisca Magalhães, KYAIA e pela Patrícia Costa, CTCP. Este projeto focou-se em três grandes áreas:
Peles Bovinas: o foco deste desenvolvimento estava na criação bovina sustentável para a área alimentar, onde a pele será um subproduto para a indústria do calçado. A qualidade das peles melhora com a qualidade do tratamento animal, neste sentido foi elaborado um guia de boas-práticas para o tratamento animal e criado um compromisso de auditorias periódicas com os produtores de animais de forma a garantir a aplicação das boas-práticas.
Rastreabilidade das peles bovinas de raças autóctones: foi criada uma etiqueta de rastreabilidade e bem-estar animal que acompanha todo o processo desde da criação do animal até ao tratamento das peles de forma a garantir a sua rastreabilidade, para além disso foi criada uma plataforma (https://traceleather.ctcp.pt/) que permite à cadeia de valor e ao consumidor ter a acesso a informação sobre a cadeia de valor, de modo a valorizar a transparência da informação, fornecimento responsável, rastreabilidade do processo e ecoeficiência das peles. Esta ferramenta digital que permite ao cliente ou consumidor rastrear a origem dos couros, contribuindo para a transparência na cadeia de fornecimentos e a utilização de materiais social, ética e ecologicamente adequados.
Processo produtivo sustentável mostrou-se o desenvolvimento de um produto da KYAIA, que teve como foco todo o processo anterior e o desenvolvimento de produto mais simplificado e sustentável, onde foi realizada avaliações de impacto ambiental. Para além disso, o novo produto tem um QRcode com informação relevante para o consumidor final, sobre a cadeia de valor e aspetos de impacto do produto.
No Projecto CNI4FOOT4.0: Smart Supply Chain Sustentável no Cluster do Calçado – Digitalização da Cadeia de Valor, dinamizado pelo Rui Rebelo da INESCTEC, Paulo Leal, CORTGIN e Patrícia Costa, CTCP: Este projeto esteve focado no desenvolvimento de ferramentas digitais para o “Chão de fábrica” combinando tecnologias, nomeadamente:
1) Ferramentas de apoio às gamas operatórias de forma a eliminar o papel e aumentar a qualidade da informação disponibilizada.
2) Controlo de processo produtivo em tempo real com tecnologias RFID, onde é possível obter informações de produtividade, mas também, criar sistemas de verificação de produto para evitar erros humanos. Esta implementação teve como foco a não criação de novas tarefas, ou seja, aproveitar as tarefas já existentes e adaptar o sistema à linha de fabrico
3) Classificação de fornecedores com a utilização de tecnologia machine learning, com avaliações de cumprimento de prazos de entrega, análise de histórico com cálculo de probabilidade de entrega.
4) Receção de materiais com alocação automática. Todas as ferramentas digitais desenvolvidas foram validas em meio industrial e demonstraram a redução de tempos de operação, apoio
5) Planeamento de produção com modelos de capacidade produtiva por secção, informação sobre níveis de restrições de capacidade e disponibilidade de materiais, cálculo de probabilidade de execução do plano, com avaliação de risco de cumprimento de datas de entrega e automatismo de maximização de cumprimento de prazos de entrega.
6) Plataforma web de comunicação com os fornecedores envio de requisições com registos e alertas ativos, confirmação de prazos de entrega, partilha de informação segura e etiquetagem.
7) Utilização de tecnologias digitais expeditas e económicas para monitorizar e otimizar a cadeia de abastecimento, produção do calçado e expedição, reduzindo tempos, erros, desperdício de recursos e os impactos ambientais.
Ambos os projetos mostram a aliança entre a transformação digital e o desenvolvimento sustentável, podem trazer inovação de produto ou processo aliada à eficiência produtiva e qualidade de produto.
A NITextile participou no evento Transição Verde e Digital do Sector do Calçado, organizado pelo Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP), que ocorreu no dia 15 de novembro, com o foco na combinação da sustentabilidade com a transformação digital reduz custos e o impacto ambiental, tornando a indústria do calçado portuguesa mais apelativa para os clientes e competitiva no mercado global.
O evento começou com a apresentação dos dois projetos RARISS e CNI4FOOT4.0, pela Maria José Ferreira (CTCP), que tiveram como foco o desenvolvimento de soluções para impulsionar a transição, atestando as suas vantagens práticas, económicas e ambientais.
No Projeto RARISS Raças Autóctones, Rastreabilidade, Inovação e Soluções Sustentáveis foram dinamizados pelo Joaquim Gaião, CTIC, pelo Miguel Freitas e Francisca Magalhães, KYAIA e pela Patrícia Costa, CTCP. Este projeto focou-se em três grandes áreas:
Peles Bovinas: o foco deste desenvolvimento estava na criação bovina sustentável para a área alimentar, onde a pele será um subproduto para a indústria do calçado. A qualidade das peles melhora com a qualidade do tratamento animal, neste sentido foi elaborado um guia de boas-práticas para o tratamento animal e criado um compromisso de auditorias periódicas com os produtores de animais de forma a garantir a aplicação das boas-práticas.
Rastreabilidade das peles bovinas de raças autóctones: foi criada uma etiqueta de rastreabilidade e bem-estar animal que acompanha todo o processo desde da criação do animal até ao tratamento das peles de forma a garantir a sua rastreabilidade, para além disso foi criada uma plataforma (https://traceleather.ctcp.pt/) que permite à cadeia de valor e ao consumidor ter a acesso a informação sobre a cadeia de valor, de modo a valorizar a transparência da informação, fornecimento responsável, rastreabilidade do processo e ecoeficiência das peles. Esta ferramenta digital que permite ao cliente ou consumidor rastrear a origem dos couros, contribuindo para a transparência na cadeia de fornecimentos e a utilização de materiais social, ética e ecologicamente adequados.
Processo produtivo sustentável mostrou-se o desenvolvimento de um produto da KYAIA, que teve como foco todo o processo anterior e o desenvolvimento de produto mais simplificado e sustentável, onde foi realizada avaliações de impacto ambiental. Para além disso, o novo produto tem um QRcode com informação relevante para o consumidor final, sobre a cadeia de valor e aspetos de impacto do produto.
No Projecto CNI4FOOT4.0: Smart Supply Chain Sustentável no Cluster do Calçado – Digitalização da Cadeia de Valor, dinamizado pelo Rui Rebelo da INESCTEC, Paulo Leal, CORTGIN e Patrícia Costa, CTCP: Este projeto esteve focado no desenvolvimento de ferramentas digitais para o “Chão de fábrica” combinando tecnologias, nomeadamente:
1) Ferramentas de apoio às gamas operatórias de forma a eliminar o papel e aumentar a qualidade da informação disponibilizada.
2) Controlo de processo produtivo em tempo real com tecnologias RFID, onde é possível obter informações de produtividade, mas também, criar sistemas de verificação de produto para evitar erros humanos. Esta implementação teve como foco a não criação de novas tarefas, ou seja, aproveitar as tarefas já existentes e adaptar o sistema à linha de fabrico
3) Classificação de fornecedores com a utilização de tecnologia machine learning, com avaliações de cumprimento de prazos de entrega, análise de histórico com cálculo de probabilidade de entrega.
4) Receção de materiais com alocação automática. Todas as ferramentas digitais desenvolvidas foram validas em meio industrial e demonstraram a redução de tempos de operação, apoio
5) Planeamento de produção com modelos de capacidade produtiva por secção, informação sobre níveis de restrições de capacidade e disponibilidade de materiais, cálculo de probabilidade de execução do plano, com avaliação de risco de cumprimento de datas de entrega e automatismo de maximização de cumprimento de prazos de entrega.
6) Plataforma web de comunicação com os fornecedores envio de requisições com registos e alertas ativos, confirmação de prazos de entrega, partilha de informação segura e etiquetagem.
7) Utilização de tecnologias digitais expeditas e económicas para monitorizar e otimizar a cadeia de abastecimento, produção do calçado e expedição, reduzindo tempos, erros, desperdício de recursos e os impactos ambientais.
Ambos os projetos mostram a aliança entre a transformação digital e o desenvolvimento sustentável, podem trazer inovação de produto ou processo aliada à eficiência produtiva e qualidade de produto.