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  • Techtextil & Texprocess 2024

    Techtextil & Texprocess 2024


    A NITextile gostaria de compartilhar alguns tópicos relevantes que obteve na feira Techtextil & Texprocess que decorreu entre 21-26 de abril de 2024, em Frankfurt. Este evento contou com mais de 1.700 expositores de 53 países, tendo sido um dos maiores eventos de sempre após a pandemia.

    Um evento claramente focado na Inovação, na Ecologia e na Economia, que se irradiavam por toda a feira. Estes tipos de eventos servem como plataformas de demonstração de soluções, de fomento de parcerias e networking. Sendo que a presença de toda a cadeia de abastecimento e vários intervenientes facilita a colaboração e a inovação.

    Apesar do ambiente de negócio retraído em certos segmentos e das crises recentes, muitas empresas mostram portfólios diversificados ou a sua presença em mercados mais estáveis como os têxteis-técnicos (como a saúde, e-textile, a filtração ou agricultura) que se mostram mais resilientes.

    Neste grande evento, visualizou-se inúmeras aplicações e soluções diversificadas, desde novos materiais até tecnologias de fabrico inteligente, a gama de inovações apresentadas destaca claramente o dinamismo da indústria. Soluções que atendem a funcionalidades específicas e eficiência de custos são a prioridade, juntamente com a sustentabilidade e a digitalização. O evento também ofereceu exemplos de design regenerativo e do que chamou de “materiais do futuro”, que visam ir além da sustentabilidade e avançar em direção à tecnologia regenerativa.

    A sustentabilidade e a circularidade são áreas-chave de exploração, com muitas empresas a procurar ativamente soluções em toda a cadeia de abastecimento. Desafios como misturas de materiais complexos e tecnologias de reciclagem imaturas exigem abordagens inovadoras. Assim como, investimentos estratégicos em inovação e parcerias são cruciais para navegar pelas perturbações atuais e futuras.

    Uns outros tópicos mais emergentes foi a Inteligência Artificial, uma vez que representa uma oportunidade e um desafio para o sector têxtil, juntamente com a digitalização e tecnologias relacionadas para a transformação digital. Destacando as tendências e desafios atuais da indústria da moda em relação à rastreabilidade de garantir transparência e ética em suas cadeias de suprimentos, mas também de preocupações com os desafios que isto acarreta.

    As soluções digitais na Texprocess estavam focadas na eficiência e na agilidade do design, do fabrico e da gestão da cadeia de abastecimento. Por outro lado, a automação estava focada no aumento da velocidade e da flexibilidade.


    A legislação incerta da UE apresenta também desafios, especialmente no que diz respeito à regulamentação química e aos requisitos de relatórios ambientais. As empresas devem adaptar-se aos enquadramentos regulatórios em evolução, garantindo conformidade e eficiência de custos. Além disso, as novas regulamentações da UE e os desafios relacionados à digitalização e sustentabilidade destacam a complexidade e a urgência dos problemas enfrentados pela indústria. Embora haja avanços e oportunidades emocionantes, é crucial reconhecer e abordar as deficiências para promover uma moda verdadeiramente responsável e ética.

    Junte-se à NITextile nesta jornada rumo à excelência e à inovação na indústria do calçado.

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    Techtextil & Texprocess 2024


    A NITextile gostaria de compartilhar alguns tópicos relevantes que obteve na feira Techtextil & Texprocess que decorreu entre 21-26 de abril de 2024, em Frankfurt. Este evento contou com mais de 1.700 expositores de 53 países, tendo sido um dos maiores eventos de sempre após a pandemia.

    Um evento claramente focado na Inovação, na Ecologia e na Economia, que se irradiavam por toda a feira. Estes tipos de eventos servem como plataformas de demonstração de soluções, de fomento de parcerias e networking. Sendo que a presença de toda a cadeia de abastecimento e vários intervenientes facilita a colaboração e a inovação.

    Apesar do ambiente de negócio retraído em certos segmentos e das crises recentes, muitas empresas mostram portfólios diversificados ou a sua presença em mercados mais estáveis como os têxteis-técnicos (como a saúde, e-textile, a filtração ou agricultura) que se mostram mais resilientes.

    Neste grande evento, visualizou-se inúmeras aplicações e soluções diversificadas, desde novos materiais até tecnologias de fabrico inteligente, a gama de inovações apresentadas destaca claramente o dinamismo da indústria. Soluções que atendem a funcionalidades específicas e eficiência de custos são a prioridade, juntamente com a sustentabilidade e a digitalização. O evento também ofereceu exemplos de design regenerativo e do que chamou de “materiais do futuro”, que visam ir além da sustentabilidade e avançar em direção à tecnologia regenerativa.

    A sustentabilidade e a circularidade são áreas-chave de exploração, com muitas empresas a procurar ativamente soluções em toda a cadeia de abastecimento. Desafios como misturas de materiais complexos e tecnologias de reciclagem imaturas exigem abordagens inovadoras. Assim como, investimentos estratégicos em inovação e parcerias são cruciais para navegar pelas perturbações atuais e futuras.

    Uns outros tópicos mais emergentes foi a Inteligência Artificial, uma vez que representa uma oportunidade e um desafio para o sector têxtil, juntamente com a digitalização e tecnologias relacionadas para a transformação digital. Destacando as tendências e desafios atuais da indústria da moda em relação à rastreabilidade de garantir transparência e ética em suas cadeias de suprimentos, mas também de preocupações com os desafios que isto acarreta.

    As soluções digitais na Texprocess estavam focadas na eficiência e na agilidade do design, do fabrico e da gestão da cadeia de abastecimento. Por outro lado, a automação estava focada no aumento da velocidade e da flexibilidade.


    A legislação incerta da UE apresenta também desafios, especialmente no que diz respeito à regulamentação química e aos requisitos de relatórios ambientais. As empresas devem adaptar-se aos enquadramentos regulatórios em evolução, garantindo conformidade e eficiência de custos. Além disso, as novas regulamentações da UE e os desafios relacionados à digitalização e sustentabilidade destacam a complexidade e a urgência dos problemas enfrentados pela indústria. Embora haja avanços e oportunidades emocionantes, é crucial reconhecer e abordar as deficiências para promover uma moda verdadeiramente responsável e ética.

    Junte-se à NITextile nesta jornada rumo à excelência e à inovação na indústria do calçado.

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  • Biologia Sintética na Indústria Têxtil e do Calçado

    Biologia Sintética na Indústria Têxtil e do Calçado


    Os avanços na aplicação da biologia sintética na produção de soluções onde se pode reprogramar bactérias para produzir materiais sob medida, medicamentos e/ou biocombustíveis, pode impactar positivamente a sustentabilidade e a inovação na indústria dos têxteis e do calçado.

    As evidências de uma revolução na biologia sintética está a aumentar em inúmeros sectores de atividades, que vão desde startups até gigantes empresariais como a Unilever, a Zara e a Adidas.

    No entanto o custo e a disponibilidade limitada de capacidade de biofabricação ainda é um grande constrangimento.

    Fonte: BCG

    O mercado de Biologia Sintética está a enfrentar uma procura robusta impulsionada por vários fatores. A crescente preocupação ambiental e a necessidade de métodos de produção sustentáveis estão a impulsionar a adoção em diversos setores. No entanto as implicações éticas da edição genética e dos organismos sintéticos levantam a desafios regulatórios e de aceitação pública.

    Os projetos de biologia sintética podem ser complicados, exigindo conhecimento e recursos significativos, o que pode ser uma barreira para empresas de menor dimensão, assim como a gestão de riscos da biosegurança. Porém, o seu potencial de oportunidades de criação de soluções personalizadas em diversos setores e a aceleração da inovação, para uma abordagem a desafios complexos, como é o caso da conservação ambiental, oferece oportunidades para novas abordagens, como, por exemplo, à captura de carbono e o tratamento de resíduos.


    Moda

    A indústria da moda é um dos setores no qual a biologia sintética está posicionada para ter o maior impacto, onde estão a ser criados substitutos para materiais sintéticos derivados do petróleo que são biodegradáveis e feitos de recursos renováveis, bem como melhorar a sustentabilidade dos processos de tingimento (Octarinebio), assim como a produção de fibras têxteis mais fortes, mais leves e mais sustentáveis (Microsilk) , bem como alternativas ao couro animal (Mylo), como o couro de cogumelo e proteínas animais produzidas em leveduras.

    Fonte: Werewool


    Bens de Consumo

    Além da moda, a biologia sintética está a transformar outros tipos de bens de consumo, como a poliamida da Geno, que é produzida com base em açucares, para aplicações de consumo de vestuário, calçado, automóveis, electrónica e outras aplicações.

    Fonte: Geno


    Embalagens

    As embalagens contribuem significativamente para o ciclo de vida do produto, e várias empresas estão a utilizar materiais bio-based para criar embalagens compostáveis e sustentáveis.

    Alternativas como embalagens de cogumelos, plásticos à base de algas e filmes biodegradáveis estão a ganhar destaque, oferecendo soluções que são ambientalmente amigáveis e eficazes.

    Fonte: BioPlaster


    Materiais Carbono Negativo

    Empresas como LanzaTech e Cemvita estão a liderar o caminho na produção de materiais carbono negativo, capturando gases de efeito estufa e convertendo-os em biomateriais valiosos. Estas inovações representam uma mudança significativa na forma como os materiais são produzidos, contribuindo para um futuro mais sustentável e ecológico.


    O Futuro dos Materiais

    Com a integração de tecnologias como inteligência artificial, nanofabricação e impressão 3D, o futuro dos materiais biobased é promissor.

    Estas tecnologias estão a permitir a criação de novas classes de materiais com funcionalidades avançadas e propriedades personalizadas, abrindo caminho para uma era de inovação sem precedentes na indústria dos materiais.

    A colaboração entre a biologia sintética e a ciência dos materiais está a revolucionar várias indústrias, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios do mundo moderno.

    Com o aumento da consciencialização sobre a importância da sustentabilidade, espera-se que o papel da biologia sintética na criação de materiais eco-friendly continue a crescer, transformando fundamentalmente a forma como os produtos são concebidos, fabricados e utilizados.


    Entre em contacto com a NITextile e conheça as nossas soluções sustentáveis:

    📨geral@nitextile.pt

    🌐www.nitextile.pt


    Links Úteis:

    https://www.just-style.com/news/synthetic-biology-offers-sustainable-alternative-to-textile-dyeing-practices

    https://core.ac.uk/download/pdf/146500975.pdf

    https://modernfarmer.com/2024/03/next-gen-synthetic-fibers

    https://proto.life/2023/09/recoding-life

    https://www.bcg.com/publications/2023/how-synthetic-biology-materials-can-make-a-difference

    https://www.biofabricate.co

    https://boltthreads.com

    https://www.fastcompany.com/40562633/this-leather-is-made-from-mushrooms-not-cows

    https://www.modernmeadow.com

    https://www.rheom.com

    https://www.genomatica.com/nylon

    https://www.werewool.bio

    https://www.pneuma.bio

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    Biologia Sintética na Indústria Têxtil e do Calçado


    Os avanços na aplicação da biologia sintética na produção de soluções onde se pode reprogramar bactérias para produzir materiais sob medida, medicamentos e/ou biocombustíveis, pode impactar positivamente a sustentabilidade e a inovação na indústria dos têxteis e do calçado.

    As evidências de uma revolução na biologia sintética está a aumentar em inúmeros sectores de atividades, que vão desde startups até gigantes empresariais como a Unilever, a Zara e a Adidas.

    No entanto o custo e a disponibilidade limitada de capacidade de biofabricação ainda é um grande constrangimento.

    Fonte: BCG

    O mercado de Biologia Sintética está a enfrentar uma procura robusta impulsionada por vários fatores. A crescente preocupação ambiental e a necessidade de métodos de produção sustentáveis estão a impulsionar a adoção em diversos setores. No entanto as implicações éticas da edição genética e dos organismos sintéticos levantam a desafios regulatórios e de aceitação pública.

    Os projetos de biologia sintética podem ser complicados, exigindo conhecimento e recursos significativos, o que pode ser uma barreira para empresas de menor dimensão, assim como a gestão de riscos da biosegurança. Porém, o seu potencial de oportunidades de criação de soluções personalizadas em diversos setores e a aceleração da inovação, para uma abordagem a desafios complexos, como é o caso da conservação ambiental, oferece oportunidades para novas abordagens, como, por exemplo, à captura de carbono e o tratamento de resíduos.


    Moda

    A indústria da moda é um dos setores no qual a biologia sintética está posicionada para ter o maior impacto, onde estão a ser criados substitutos para materiais sintéticos derivados do petróleo que são biodegradáveis e feitos de recursos renováveis, bem como melhorar a sustentabilidade dos processos de tingimento (Octarinebio), assim como a produção de fibras têxteis mais fortes, mais leves e mais sustentáveis (Microsilk) , bem como alternativas ao couro animal (Mylo), como o couro de cogumelo e proteínas animais produzidas em leveduras.

    Fonte: Werewool


    Bens de Consumo

    Além da moda, a biologia sintética está a transformar outros tipos de bens de consumo, como a poliamida da Geno, que é produzida com base em açucares, para aplicações de consumo de vestuário, calçado, automóveis, electrónica e outras aplicações.

    Fonte: Geno


    Embalagens

    As embalagens contribuem significativamente para o ciclo de vida do produto, e várias empresas estão a utilizar materiais bio-based para criar embalagens compostáveis e sustentáveis.

    Alternativas como embalagens de cogumelos, plásticos à base de algas e filmes biodegradáveis estão a ganhar destaque, oferecendo soluções que são ambientalmente amigáveis e eficazes.

    Fonte: BioPlaster


    Materiais Carbono Negativo

    Empresas como LanzaTech e Cemvita estão a liderar o caminho na produção de materiais carbono negativo, capturando gases de efeito estufa e convertendo-os em biomateriais valiosos. Estas inovações representam uma mudança significativa na forma como os materiais são produzidos, contribuindo para um futuro mais sustentável e ecológico.


    O Futuro dos Materiais

    Com a integração de tecnologias como inteligência artificial, nanofabricação e impressão 3D, o futuro dos materiais biobased é promissor.

    Estas tecnologias estão a permitir a criação de novas classes de materiais com funcionalidades avançadas e propriedades personalizadas, abrindo caminho para uma era de inovação sem precedentes na indústria dos materiais.

    A colaboração entre a biologia sintética e a ciência dos materiais está a revolucionar várias indústrias, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios do mundo moderno.

    Com o aumento da consciencialização sobre a importância da sustentabilidade, espera-se que o papel da biologia sintética na criação de materiais eco-friendly continue a crescer, transformando fundamentalmente a forma como os produtos são concebidos, fabricados e utilizados.


    Entre em contacto com a NITextile e conheça as nossas soluções sustentáveis:

    📨geral@nitextile.pt

    🌐www.nitextile.pt


    Links Úteis:

    https://www.just-style.com/news/synthetic-biology-offers-sustainable-alternative-to-textile-dyeing-practices

    https://core.ac.uk/download/pdf/146500975.pdf

    https://modernfarmer.com/2024/03/next-gen-synthetic-fibers

    https://proto.life/2023/09/recoding-life

    https://www.bcg.com/publications/2023/how-synthetic-biology-materials-can-make-a-difference

    https://www.biofabricate.co

    https://boltthreads.com

    https://www.fastcompany.com/40562633/this-leather-is-made-from-mushrooms-not-cows

    https://www.modernmeadow.com

    https://www.rheom.com

    https://www.genomatica.com/nylon

    https://www.werewool.bio

    https://www.pneuma.bio

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  • Passaporte Digital do Produto: Uma Ferramenta de Decisão

    Passaporte Digital do Produto: Uma Ferramenta de Decisão


    Tal como propostos no âmbito da Iniciativa para Produtos Sustentáveis, os Passaportes Digitais de Produtos (PDPs) têm como objetivo revolucionar a forma como compreendemos e interagimos com os produtos, colocando a transparência e a responsabilidade ambiental na vanguarda dos processos de tomada de decisão dos consumidores, das empresas e das políticas.

    Na sua essência, o Passaporte Digital de Produto funciona como um registo digital abrangente, que contém informações essenciais sobre a pegada ambiental, as características e os dados do ciclo de vida de um produto. Ao digitalizar toda esta informação, os PDPs permitem às partes interessadas fazer escolhas informadas, promovendo uma cultura de sustentabilidade e circularidade na União Europeia e não só.


    Implicações para Consumidores, Empresas e Reguladores

    O impacto potencial dos PDPs é vasto e multifacetado.

    Em primeiro lugar, proporcionam aos consumidores um acesso sem precedentes a informações sobre o impacto ambiental dos produtos que compram. Com este conhecimento, os consumidores podem alinhar as suas decisões de compra com os seus valores, escolhendo produtos que minimizem os danos para o planeta e promovam práticas sustentáveis.

    Além disso, os PDPs têm implicações significativas para as empresas, particularmente em termos de design de produtos e gestão da cadeia de abastecimento. Ao integrar métricas de sustentabilidade no processo de desenvolvimento de produtos, as empresas podem otimizar a eficiência dos recursos, reduzir os resíduos e melhorar o desempenho ambiental global das suas ofertas. Para além disso, os PDPs permitem uma maior transparência da cadeia de fornecimento, permitindo às empresas identificar e abordar os pontos críticos ambientais ao longo das suas operações.

    Do ponto de vista político, a implementação de PDPs representa um passo significativo para alcançar os ambiciosos objetivos de sustentabilidade estabelecidos pela União Europeia. Ao estabelecer requisitos regulamentares para os PDPs, os decisores políticos podem incentivar a adoção de práticas sustentáveis em todas as indústrias, impulsionando a mudança sistémica e promovendo a transição para uma economia circular.


    Desafios para a Indústria Têxtil e Calçado

    Apesar do potencial promissor dos Passaportes Digitais de Produtos (DPPs), a indústria têxtil e do calçado enfrenta desafios únicos na sua implementação. Um obstáculo significativo é a complexidade e a fragmentação da cadeia de abastecimento têxtil, que engloba numerosas partes interessadas, desde fornecedores de matérias-primas a fabricantes e retalhistas.

    Num ecossistema tão multifacetado, a recolha e verificação dos dados necessários para as DPPs pode ser uma tarefa difícil. Além disso, muitos produtos têxteis e calçado são compostos por uma mistura de materiais, cada um com as suas próprias características ambientais e considerações sobre o ciclo de vida. Garantir dados exatos e abrangentes para estes produtos complexos representa um grande desafio tanto para as empresas como para os reguladores.

    Outro desafio reside na necessidade de métricas e metodologias normalizadas para avaliar o impacto ambiental dos produtos têxteis e calçado. Ao contrário de certas indústrias onde as métricas ambientais estão bem estabelecidas, como o sector automóvel com emissões de carbono ou a indústria electrónica com classificações de eficiência energética, a indústria têxtil e do calçado carece de critérios universalmente aceites para avaliar a sustentabilidade.


    Pegada Ambiental do Produto

    Diversos fatores, incluindo a utilização de água, produtos químicos, práticas laborais e considerações de fim de vida, devem ser tidos em conta ao avaliar a pegada ambiental dos produtos têxteis. O estabelecimento de um consenso sobre métricas e metodologias padronizadas é essencial para a implementação significativa de PDPs na indústria têxtil, permitindo comparações exatas entre produtos e facilitando a tomada de decisões informadas por parte dos consumidores e das empresas.

    A resolução destes desafios exigirá esforços de colaboração entre as partes interessadas, incluindo líderes da indústria, decisores políticos e especialistas ambientais, para desenvolver quadros robustos que possam efetivamente captar a complexa dinâmica ambiental da cadeia de fornecimento têxtil.

    Uma abordagem promissora para enfrentar alguns dos desafios que a indústria têxtil enfrenta na implementação dos PDPs é a metodologia da Pegada Ambiental do Produto (Product Environmental Footprint – PEF).

    Desenvolvida pela Comissão Europeia, a metodologia PEF fornece um quadro normalizado para avaliar o impacto ambiental dos produtos ao longo do seu ciclo de vida. Ao adotar a metodologia PEF, os fabricantes de têxteis podem avaliar sistematicamente o desempenho ambiental dos seus produtos nas principais categorias de impacto, tais como emissões de gases com efeito de estufa, utilização de água e esgotamento de recursos.

    Esta abordagem padronizada pretende facilitar a recolha e análise de dados e permitir comparações significativas entre produtos, ajudando a resolver a questão das métricas e metodologias díspares na indústria têxtil.

    Além disso, a metodologia PEF enfatiza a transparência e a rastreabilidade, alinhando-se estreitamente com os objetivos dos PDPs ao fornecer aos consumidores e às partes interessadas informações claras e credíveis sobre a pegada ambiental dos produtos têxteis.


    Os Passaportes Digitais de Produtos oferecem uma solução transformadora para fazer avançar os objetivos de sustentabilidade na União Europeia e não só. Ao fomentar a transparência, permitir a tomada de decisões informadas e promover os princípios da economia circular, os DPP têm o potencial de revolucionar a nossa abordagem ao consumo e à produção, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e resiliente para as gerações vindouras.


    Entre em contacto com a NITextile e conheça as nossas soluções sustentáveis.

    📨geral@nitextile.pt

    🌐www.nitextile.pt


    Links Úteis:

    1. CIRPASS – Digital Product Passport (cirpassproject.eu)
    2. Digital Product Passport – European Commission (europa.eu)
    3. Environmental Footprint methods – European Commission (europa.eu)
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    Passaporte Digital do Produto: Uma Ferramenta de Decisão


    Tal como propostos no âmbito da Iniciativa para Produtos Sustentáveis, os Passaportes Digitais de Produtos (PDPs) têm como objetivo revolucionar a forma como compreendemos e interagimos com os produtos, colocando a transparência e a responsabilidade ambiental na vanguarda dos processos de tomada de decisão dos consumidores, das empresas e das políticas.

    Na sua essência, o Passaporte Digital de Produto funciona como um registo digital abrangente, que contém informações essenciais sobre a pegada ambiental, as características e os dados do ciclo de vida de um produto. Ao digitalizar toda esta informação, os PDPs permitem às partes interessadas fazer escolhas informadas, promovendo uma cultura de sustentabilidade e circularidade na União Europeia e não só.


    Implicações para Consumidores, Empresas e Reguladores

    O impacto potencial dos PDPs é vasto e multifacetado.

    Em primeiro lugar, proporcionam aos consumidores um acesso sem precedentes a informações sobre o impacto ambiental dos produtos que compram. Com este conhecimento, os consumidores podem alinhar as suas decisões de compra com os seus valores, escolhendo produtos que minimizem os danos para o planeta e promovam práticas sustentáveis.

    Além disso, os PDPs têm implicações significativas para as empresas, particularmente em termos de design de produtos e gestão da cadeia de abastecimento. Ao integrar métricas de sustentabilidade no processo de desenvolvimento de produtos, as empresas podem otimizar a eficiência dos recursos, reduzir os resíduos e melhorar o desempenho ambiental global das suas ofertas. Para além disso, os PDPs permitem uma maior transparência da cadeia de fornecimento, permitindo às empresas identificar e abordar os pontos críticos ambientais ao longo das suas operações.

    Do ponto de vista político, a implementação de PDPs representa um passo significativo para alcançar os ambiciosos objetivos de sustentabilidade estabelecidos pela União Europeia. Ao estabelecer requisitos regulamentares para os PDPs, os decisores políticos podem incentivar a adoção de práticas sustentáveis em todas as indústrias, impulsionando a mudança sistémica e promovendo a transição para uma economia circular.


    Desafios para a Indústria Têxtil e Calçado

    Apesar do potencial promissor dos Passaportes Digitais de Produtos (DPPs), a indústria têxtil e do calçado enfrenta desafios únicos na sua implementação. Um obstáculo significativo é a complexidade e a fragmentação da cadeia de abastecimento têxtil, que engloba numerosas partes interessadas, desde fornecedores de matérias-primas a fabricantes e retalhistas.

    Num ecossistema tão multifacetado, a recolha e verificação dos dados necessários para as DPPs pode ser uma tarefa difícil. Além disso, muitos produtos têxteis e calçado são compostos por uma mistura de materiais, cada um com as suas próprias características ambientais e considerações sobre o ciclo de vida. Garantir dados exatos e abrangentes para estes produtos complexos representa um grande desafio tanto para as empresas como para os reguladores.

    Outro desafio reside na necessidade de métricas e metodologias normalizadas para avaliar o impacto ambiental dos produtos têxteis e calçado. Ao contrário de certas indústrias onde as métricas ambientais estão bem estabelecidas, como o sector automóvel com emissões de carbono ou a indústria electrónica com classificações de eficiência energética, a indústria têxtil e do calçado carece de critérios universalmente aceites para avaliar a sustentabilidade.


    Pegada Ambiental do Produto

    Diversos fatores, incluindo a utilização de água, produtos químicos, práticas laborais e considerações de fim de vida, devem ser tidos em conta ao avaliar a pegada ambiental dos produtos têxteis. O estabelecimento de um consenso sobre métricas e metodologias padronizadas é essencial para a implementação significativa de PDPs na indústria têxtil, permitindo comparações exatas entre produtos e facilitando a tomada de decisões informadas por parte dos consumidores e das empresas.

    A resolução destes desafios exigirá esforços de colaboração entre as partes interessadas, incluindo líderes da indústria, decisores políticos e especialistas ambientais, para desenvolver quadros robustos que possam efetivamente captar a complexa dinâmica ambiental da cadeia de fornecimento têxtil.

    Uma abordagem promissora para enfrentar alguns dos desafios que a indústria têxtil enfrenta na implementação dos PDPs é a metodologia da Pegada Ambiental do Produto (Product Environmental Footprint – PEF).

    Desenvolvida pela Comissão Europeia, a metodologia PEF fornece um quadro normalizado para avaliar o impacto ambiental dos produtos ao longo do seu ciclo de vida. Ao adotar a metodologia PEF, os fabricantes de têxteis podem avaliar sistematicamente o desempenho ambiental dos seus produtos nas principais categorias de impacto, tais como emissões de gases com efeito de estufa, utilização de água e esgotamento de recursos.

    Esta abordagem padronizada pretende facilitar a recolha e análise de dados e permitir comparações significativas entre produtos, ajudando a resolver a questão das métricas e metodologias díspares na indústria têxtil.

    Além disso, a metodologia PEF enfatiza a transparência e a rastreabilidade, alinhando-se estreitamente com os objetivos dos PDPs ao fornecer aos consumidores e às partes interessadas informações claras e credíveis sobre a pegada ambiental dos produtos têxteis.


    Os Passaportes Digitais de Produtos oferecem uma solução transformadora para fazer avançar os objetivos de sustentabilidade na União Europeia e não só. Ao fomentar a transparência, permitir a tomada de decisões informadas e promover os princípios da economia circular, os DPP têm o potencial de revolucionar a nossa abordagem ao consumo e à produção, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e resiliente para as gerações vindouras.


    Entre em contacto com a NITextile e conheça as nossas soluções sustentáveis.

    📨geral@nitextile.pt

    🌐www.nitextile.pt


    Links Úteis:

    1. CIRPASS – Digital Product Passport (cirpassproject.eu)
    2. Digital Product Passport – European Commission (europa.eu)
    3. Environmental Footprint methods – European Commission (europa.eu)
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  • Felgueiras Magazine: o caminho da sustentabilidade no calçado

    Felgueiras Magazine: o caminho da sustentabilidade no calçado


    A NITextile participou no mais recente episódio do “O Mais Famoso Podcast Sobre Calçado!”.

    Neste episódio contou com Pedro Fonseca e Rui Oliveira, Marta Ferreira e Juliana Cruz, , para discutir a nova Diretiva Europeia contra o greenwashing.

    Vejam o Podcast completo no link: https://www.youtube.com/watch?v=6WjioBfOvkY

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    Felgueiras Magazine: o caminho da sustentabilidade no calçado


    A NITextile participou no mais recente episódio do “O Mais Famoso Podcast Sobre Calçado!”.

    Neste episódio contou com Pedro Fonseca e Rui Oliveira, Marta Ferreira e Juliana Cruz, , para discutir a nova Diretiva Europeia contra o greenwashing.

    Vejam o Podcast completo no link: https://www.youtube.com/watch?v=6WjioBfOvkY

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  • Ciclo de Formações NITextile

    Conheça as nossas ofertas formativas


    Encontram-se abertas as inscrições para um ciclo de 4 formações organizadas pela NITextile e orientadas para responder aos desafios das indústrias do têxtil, vestuário e calçado.

    As inscrições, bem como os detalhes de cada uma delas podem ser acedidos através dos seguintes links:

    1️⃣ Regulamentos para a Sustentabilidade – 15 de Abril

    2️⃣ Controlo de Qualidade para a ITV – 22 de Abril

    3️⃣ Inovar com Ecodesign – 6 de Maio

    4️⃣ Processo de Design e Concepção de Moda – 20 de Maio

    Aguardamos por si!

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    Conheça as nossas ofertas formativas


    Encontram-se abertas as inscrições para um ciclo de 4 formações organizadas pela NITextile e orientadas para responder aos desafios das indústrias do têxtil, vestuário e calçado.

    As inscrições, bem como os detalhes de cada uma delas podem ser acedidos através dos seguintes links:

    1️⃣ Regulamentos para a Sustentabilidade – 15 de Abril

    2️⃣ Controlo de Qualidade para a ITV – 22 de Abril

    3️⃣ Inovar com Ecodesign – 6 de Maio

    4️⃣ Processo de Design e Concepção de Moda – 20 de Maio

    Aguardamos por si!

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  • Circularidade na Indústria do Calçado

    Circularidade na Indústria do Calçado


    A complexidade do setor do calçado, desde o seu desenvolvimento até ao fim da vida útil, surge como um obstáculo chave para atingir a circularidade em larga escala, o que faz com que a relevância do alinhamento estratégico e a colaboração das partes interessadas para se alcançar a mudança e para “pensar de forma circular” seja cada vez mais significativa.

    A inovação, a qualidade e a circularidade devem por isso andar de mãos dadas para atingir uma maior diferenciação no mercado.

    Numa iniciativa conjunta entre representantes de marcas globais de calçado e especialistas em sustentabilidade, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) serviu de palco para um debate crucial sobre o desperdício gerado pela indústria do calçado, onde foram identificados os seguintes desafios:

    • A complexidade intrínseca do calçado, desde o design, até aos materiais e processos de fabrico, dificulta a reciclagem e reintegração do calçado usado de volta à cadeia de abastecimento.
    • A necessidade de uma infraestrutura logística robusta que permita a reutilização, reciclagem ou compostagem do produto acabado e que exige uma coordenação entre a rede de fornecedores, compradores e entidades de gestão de materiais.

    No entanto, já existem marcas que estão a percorrer este caminho, através de parcerias estratégias, de forma a apresentarem soluções inovadoras.


    A parceria entre a ARRIS e a Brooks, durante o TRE 2023, resultou na primeira marca com compósito reforçado com fibras de alta tenacidade, em contínuo, e que possibilita ser utilizado em Moldagem Aditiva.

    Esta tecnologia avançada, inovadora e patenteada de compósitos termoplásticos pode ser aplicada em calçado de corrida com o foco de melhorar a velocidade, conforto, estética e a biomecânica da corrida.

    ARRIS & Brooks

    A Nike está comprometida com a Inovação Sustentável e lançou o ISPA (Improvise, Scavenge, Protect, Adapt), ou seja, improvisar, recuperar, proteger e adaptar, um novo marco na indústria do calçado que incorpora os princípios de circularidade e sustentabilidade. O calçado é produzido num sistema de circuito fechado, que não produz desperdício, sem utilização de cola e com recurso a materiais reciclados. Cada componente do calçado é projetada para ser reciclável e a simplificação do processo de fabricação permite uma montagem mais rápida e eficiente, sem comprometer a qualidade do mesmo.

    Nike

    A Saucony lançou a sua sapatilha mais sustentável, a CovationBio PDO, fabricada com um material à base de milho cultivado de forma regenerativa. Esta iniciativa faz parte dos seus objetivos de sustentabilidade, para que 90% dos seus produtos contenham materiais orgânicos, reciclados ou renováveis até 2025, atingindo a meta de 100% até 2030.

    CovationBio PDO

    A ECCO é uma marca reconhecida pela sua qualidade e inovação em calçado e está focada no seu compromisso com a sustentabilidade através da redução do consumo de água no curtimento do couro. Também tem um plano rumo ao desperdício zero e para reduzir a sua apegada de carbono, sempre com o compromisso do aumento da durabilidade dos seus produtos.

    ECCO

    A NITextile tem soluções à sua medida!

    O setor do calçado enfrenta desafios complexos no que diz respeito à circularidade, desde da sua idealização até ao fim de vida, onde a Sustentabilidade, o crescimento e a rentabilidade devem-se tonar num somatório de sucesso.

    A NITextile tem soluções à sua medida! Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo a enfrentar os desafios do setor do calçado com soluções personalizadas e sustentáveis.

    Juntos, podemos fazer a diferença na indústria do calçado e promover práticas mais responsáveis e ecológicas.

    (mais…)

    Circularidade na Indústria do Calçado


    A complexidade do setor do calçado, desde o seu desenvolvimento até ao fim da vida útil, surge como um obstáculo chave para atingir a circularidade em larga escala, o que faz com que a relevância do alinhamento estratégico e a colaboração das partes interessadas para se alcançar a mudança e para “pensar de forma circular” seja cada vez mais significativa.

    A inovação, a qualidade e a circularidade devem por isso andar de mãos dadas para atingir uma maior diferenciação no mercado.

    Numa iniciativa conjunta entre representantes de marcas globais de calçado e especialistas em sustentabilidade, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) serviu de palco para um debate crucial sobre o desperdício gerado pela indústria do calçado, onde foram identificados os seguintes desafios:

    • A complexidade intrínseca do calçado, desde o design, até aos materiais e processos de fabrico, dificulta a reciclagem e reintegração do calçado usado de volta à cadeia de abastecimento.
    • A necessidade de uma infraestrutura logística robusta que permita a reutilização, reciclagem ou compostagem do produto acabado e que exige uma coordenação entre a rede de fornecedores, compradores e entidades de gestão de materiais.

    No entanto, já existem marcas que estão a percorrer este caminho, através de parcerias estratégias, de forma a apresentarem soluções inovadoras.


    A parceria entre a ARRIS e a Brooks, durante o TRE 2023, resultou na primeira marca com compósito reforçado com fibras de alta tenacidade, em contínuo, e que possibilita ser utilizado em Moldagem Aditiva.

    Esta tecnologia avançada, inovadora e patenteada de compósitos termoplásticos pode ser aplicada em calçado de corrida com o foco de melhorar a velocidade, conforto, estética e a biomecânica da corrida.

    ARRIS & Brooks

    A Nike está comprometida com a Inovação Sustentável e lançou o ISPA (Improvise, Scavenge, Protect, Adapt), ou seja, improvisar, recuperar, proteger e adaptar, um novo marco na indústria do calçado que incorpora os princípios de circularidade e sustentabilidade. O calçado é produzido num sistema de circuito fechado, que não produz desperdício, sem utilização de cola e com recurso a materiais reciclados. Cada componente do calçado é projetada para ser reciclável e a simplificação do processo de fabricação permite uma montagem mais rápida e eficiente, sem comprometer a qualidade do mesmo.

    Nike

    A Saucony lançou a sua sapatilha mais sustentável, a CovationBio PDO, fabricada com um material à base de milho cultivado de forma regenerativa. Esta iniciativa faz parte dos seus objetivos de sustentabilidade, para que 90% dos seus produtos contenham materiais orgânicos, reciclados ou renováveis até 2025, atingindo a meta de 100% até 2030.

    CovationBio PDO

    A ECCO é uma marca reconhecida pela sua qualidade e inovação em calçado e está focada no seu compromisso com a sustentabilidade através da redução do consumo de água no curtimento do couro. Também tem um plano rumo ao desperdício zero e para reduzir a sua apegada de carbono, sempre com o compromisso do aumento da durabilidade dos seus produtos.

    ECCO

    A NITextile tem soluções à sua medida!

    O setor do calçado enfrenta desafios complexos no que diz respeito à circularidade, desde da sua idealização até ao fim de vida, onde a Sustentabilidade, o crescimento e a rentabilidade devem-se tonar num somatório de sucesso.

    A NITextile tem soluções à sua medida! Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo a enfrentar os desafios do setor do calçado com soluções personalizadas e sustentáveis.

    Juntos, podemos fazer a diferença na indústria do calçado e promover práticas mais responsáveis e ecológicas.

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  • Conferência Fábrica 2030

    Conferência fábrica 2030


    A NITextile participou no evento 7ª Conferência Anual Eco – Fábrica 2030, organizado pelo ECO, que ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2024 no Porto, com o foco de debate “para onde vai o país”, onde junta decisores políticos, empresariais, empreendedores, investidores e autarcas, para discutir os fatores críticos para o aumento da produtividade da economia e competitividade da economia portuguesa.

    As evoluções do panorama dos riscos agora são globais, mais diversificados, e não apenas ambientais, as questões sociais, económicas, tecnológicas e geopolíticas são eminentes a curto prazo e segundo o estudo PwC os principais temas a considerar para 2024 são:

    1. Geopolítica: pelos conflitos armados, pelas relações China-Rússia-Irão, pelo (des)alinhamento EUA-EU e eleições em cerca de 76 países.
    2. Macroeconomia: aumento na inflação, elevadas taxas de juros, riscos das cadeias de valor e pela perda económica do ocidente.
    3. Tecnologia: O progresso da Inteligência Artificial, computação quântica, tecnologias sustentáveis e os riscos cibernéticos.
    4. Sustentabilidade: pelas alterações climáticas, pela transição energética, pela descarbonização e disputa de minérios críticos.

    Um outro alerta, deixado pela PwC “Bom líder, não (apenas) gestor”, onde a liderança necessita de um equilíbrio entre a instituição, área, empresa ou país, onde é necessário criar a diferença e incentivar a ser seguido.

    Aqui estão os destaques:

    – Debateu-se a importância da criação de valor e desenvolvimento de estratégias a longo prazo para Portugal, onde a Produtividade, Inovação e Digitalização devem ser a sua prioridade para uma Indústria 5.0.

    – Destacaram a importância de Políticas e estratégias de Migração para captar e reter talento alinhadas com as necessidades empresariais.

    – Carga fiscal e produtividade em Portugal está entre as mais elevadas da Europa, enquanto a baixa produtividade continua a ser o maior desafio.

    – Desafios das empresas portuguesas de acesso a financiamento e competitividade no mercado europeu.

    – Destacaram a importância do investimento para estimular o crescimento económico e criar um círculo virtuoso de prosperidade.

    – Famílias portuguesas enfrentam dificuldades com rendimento disponível, destacando o custo de vida, saúde e habitação como prioridades, onde impacta a emigração de portugueses.

    – Portugal foi um dos países da OCDE que mais perdeu poder de compra desde a pré-pandemia.

    – O debate sobre o papel do ministério público e o risco de ativismo judiciário ganhou destaque na atratividade/afastamento do investimento.

    – Debateu-se a importância do novo aeroporto de Lisboa para a convergência económica com a Europa.

    – O líder socialista enfatizou que uma abordagem conservadora é mais prudente para a economia, e expressou preocupação com a ineficácia do Banco de Fomento.

    – A aliança democrática apresentou metas ambiciosas para o crescimento económico, prometendo uma taxa de 3,5% a 4% do PIB.

    – Desafios demográficos: Portugal enfrenta desafios demográficos significativos, com uma perda projetada de população e aumento da dependência de idosos.

    Estes debates forneceram insights valiosos sobre os desafios e oportunidades que o país enfrenta, destacando a necessidade de políticas e estratégias eficazes para impulsionar o crescimento e a prosperidade económica.

    https://fabrica2030.eco.pt/

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    Conferência fábrica 2030


    A NITextile participou no evento 7ª Conferência Anual Eco – Fábrica 2030, organizado pelo ECO, que ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2024 no Porto, com o foco de debate “para onde vai o país”, onde junta decisores políticos, empresariais, empreendedores, investidores e autarcas, para discutir os fatores críticos para o aumento da produtividade da economia e competitividade da economia portuguesa.

    As evoluções do panorama dos riscos agora são globais, mais diversificados, e não apenas ambientais, as questões sociais, económicas, tecnológicas e geopolíticas são eminentes a curto prazo e segundo o estudo PwC os principais temas a considerar para 2024 são:

    1. Geopolítica: pelos conflitos armados, pelas relações China-Rússia-Irão, pelo (des)alinhamento EUA-EU e eleições em cerca de 76 países.
    2. Macroeconomia: aumento na inflação, elevadas taxas de juros, riscos das cadeias de valor e pela perda económica do ocidente.
    3. Tecnologia: O progresso da Inteligência Artificial, computação quântica, tecnologias sustentáveis e os riscos cibernéticos.
    4. Sustentabilidade: pelas alterações climáticas, pela transição energética, pela descarbonização e disputa de minérios críticos.

    Um outro alerta, deixado pela PwC “Bom líder, não (apenas) gestor”, onde a liderança necessita de um equilíbrio entre a instituição, área, empresa ou país, onde é necessário criar a diferença e incentivar a ser seguido.

    Aqui estão os destaques:

    – Debateu-se a importância da criação de valor e desenvolvimento de estratégias a longo prazo para Portugal, onde a Produtividade, Inovação e Digitalização devem ser a sua prioridade para uma Indústria 5.0.

    – Destacaram a importância de Políticas e estratégias de Migração para captar e reter talento alinhadas com as necessidades empresariais.

    – Carga fiscal e produtividade em Portugal está entre as mais elevadas da Europa, enquanto a baixa produtividade continua a ser o maior desafio.

    – Desafios das empresas portuguesas de acesso a financiamento e competitividade no mercado europeu.

    – Destacaram a importância do investimento para estimular o crescimento económico e criar um círculo virtuoso de prosperidade.

    – Famílias portuguesas enfrentam dificuldades com rendimento disponível, destacando o custo de vida, saúde e habitação como prioridades, onde impacta a emigração de portugueses.

    – Portugal foi um dos países da OCDE que mais perdeu poder de compra desde a pré-pandemia.

    – O debate sobre o papel do ministério público e o risco de ativismo judiciário ganhou destaque na atratividade/afastamento do investimento.

    – Debateu-se a importância do novo aeroporto de Lisboa para a convergência económica com a Europa.

    – O líder socialista enfatizou que uma abordagem conservadora é mais prudente para a economia, e expressou preocupação com a ineficácia do Banco de Fomento.

    – A aliança democrática apresentou metas ambiciosas para o crescimento económico, prometendo uma taxa de 3,5% a 4% do PIB.

    – Desafios demográficos: Portugal enfrenta desafios demográficos significativos, com uma perda projetada de população e aumento da dependência de idosos.

    Estes debates forneceram insights valiosos sobre os desafios e oportunidades que o país enfrenta, destacando a necessidade de políticas e estratégias eficazes para impulsionar o crescimento e a prosperidade económica.

    https://fabrica2030.eco.pt/

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  • A Indústria do Calçado Rumo ao Futuro

    a Indústria do Calçado Rumo ao Futuro


    No núcleo da indústria do calçado, está a ocorrer uma transformação importante, onde o projeto Shoe 5.0 está a liderar uma revolução digital e verde que está a moldar o futuro deste setor tão relevante. No qual a NITextile participou em vários encontro de networking colaborativos.

    Com o objetivo claro de preparar o cluster do calçado para os desafios e oportunidades da era digital, que está a redefinir as normas da indústria. Sob a salvaguarda da sustentabilidade e da inovação, o projeto visa transcender os objetivos tradicionais de eficiência e produtividade, priorizando o bem-estar das pessoas e a resiliência das empresas.

    O projeto propõe desenvolver programas de formação personalizados e acessíveis, impulsionados por ferramentas de aprendizagem inovadoras. Estes recursos visam capacitar trabalhadores e gestores do setor, preparando-os para liderar com a transição digital e verde. Mais do que isso, o Shoe 5.0 procura criar ambientes de trabalho onde a criatividade e o talento possam prosperar, promovendo experiências profissionais significativas e gratificantes.

    Desde o seu início, o projeto tem sido marcado por uma abordagem colaborativa e inclusiva. Através de análises detalhadas e workshops participativos, empresas e partes interessadas têm contribuído ativamente para moldar o futuro da indústria do calçado, onde a NITextile tem feito parte. A validação dos resultados, realizada em eventos como o recente workshop na APICCAPS, destaca o compromisso conjunto em impulsionar a inovação e a excelência em toda a cadeia de valor.

    O projeto Shoe 5.0 não é apenas uma iniciativa isolada; é um catalisador para uma mudança duradoura e positiva. Ao alinhar-se com os princípios do Pacto Sectorial para as Competências e ao abrir-se a sugestões e opiniões adicionais, o projeto está a consolidar-se como um farol de progresso e colaboração na indústria do calçado europeia.

    Com a disponibilização do vídeo completo do workshop (Vídeo do workshop) e o convite aberto à participação de todos os interessados, no caminho para um futuro mais sustentável, digital e centrado nas pessoas.

    Junte-se à NITextile nesta jornada rumo à excelência e à inovação na indústria do calçado.

    Links

    Vídeo do workshop

    Projecto Shoe 5.0

  • Do Greenwashing à Confiança: Os Objetivos da nova Diretiva Europeia

    Do Greenwashing à Confiança: Os Objetivos da nova Diretiva Europeia


    O aumento da priorização da sustentabilidade por parte dos consumidores, levaram as entidades empresariais a responderem com declarações ambientais sobre os seus produtos. No entanto, este facto levou a um aumento do “greenwashing”, em que as empresas exageram ou deturpam os seus esforços ambientais.

    A proposta de uma diretiva Europeia relativa à fundamentação e à comunicação de alegações ambientais explícitas (Diretiva Alegações Ecológicas), foi aprovada pelo Parlamento Europeu em Janeiro de 2024, marcando um passo importante rumo à implementação de regras universais.

    A newsletter do mês de Janeiro explora os objetivos da proposta e o seu potencial impacto no combate ao “greenwashing” na indústria têxtil e do vestuário. A indústria têxtil e do vestuário desempenha um papel importante na economia global, mas também tem um impacto ambiental substancial.


    Objetivos da proposta e o papel dos Consumidores

    A proposta da diretiva Europeia de atualização da legislação em matéria de defesa do consumidor visa assegurar a proteção dos consumidores e permitir-lhes contribuir ativamente para a transição ecológica.

    Reconhece o papel crucial que os consumidores desempenham na aceleração da transição para um futuro mais sustentável e procura estabelecer regras mais específicas e complementar as diretivas em vigor para resolver problemas comuns e fornecer aos consumidores informações fiáveis e verificáveis .

    Também sublinha a importância de os consumidores disporem da informação necessária para fazerem escolhas informadas e desempenharem um papel ativo na transição ecológica.

    Está alinhada com o compromisso do Pacto Ecológico Europeu de capacitação dos consumidores com informações fiáveis e transparentes para tomarem decisões sustentáveis. Ao abordar o “branqueamento ecológico”, a proposta visa assegurar que os consumidores recebam informações exatas e comparáveis, permitindo-lhes fazer escolhas mais sustentáveis e reduzir o risco de “branqueamento ecológico”.


    Informação Transparente e Fiável

    Um aspeto fundamental da proposta é a exigência de que as empresas fundamentem as suas alegações ambientais, exigindo que as alegações ambientais explícitas se baseiem em dados científicos reconhecidos e em conhecimentos técnicos avançados.

    Sublinha igualmente a importância de demonstrar os impactos e o desempenho dos produtos ao longo do seu ciclo de vida, visando evitar alegações enganosas e garantir que as empresas forneçam informações fiáveis e verificáveis aos consumidores.

    A proposta realça a importância de uma informação transparente e fiável para os consumidores. O seu objetivo é permitir que os consumidores tomem decisões informadas, fornecendo-lhes informações claras e compreensíveis sobre a sustentabilidade, a durabilidade e a pegada de carbono dos produtos. Esta transparência é vista como um instrumento crucial para facilitar a adoção de produtos de impacto zero ou com melhor desempenho.

    Neste sentido, realçamos alguns dos aspetos mais importantes aos quais as empresas devem estar atentas:

    1. Normas mais rigorosas de rotulagem e publicidade:

    A pedra angular da proposta da UE é a aplicação de normas mais rigorosas para as alegações ambientais na rotulagem e publicidade dos produtos. Termos como “amigo do ambiente”, “natural”, “biodegradável”, “neutro para o clima” ou “ecológico” são frequentemente utilizados de forma vaga pelas empresas para atrair consumidores preocupados com o ambiente. As novas regras têm por objetivo proibir a utilização de tais alegações ambientais gerais, a menos que sejam fundamentadas com provas concretas. Esta medida visa reforçar a credibilidade das alegações ambientais e evitar que os consumidores sejam induzidos em erro por afirmações vagas ou exageradas.

    2. Regulamentação dos rótulos de sustentabilidade:

    A proliferação de rótulos de sustentabilidade gerou frequentemente confusão entre os consumidores, em parte devido à falta de dados comparativos e de normas claras. Para resolver este problema, a UE planeia regulamentar rigorosamente a utilização dos rótulos de sustentabilidade. De acordo com a nova proposta, apenas os rótulos baseados em sistemas de certificação oficiais ou estabelecidos por autoridades públicas serão permitidos na UE. Espera-se que este regulamento simplifique os rótulos de sustentabilidade e os torne mais significativos e fiáveis para os consumidores.

    3. Proibição de alegações enganosas sobre o impacto ambiental:

    Um aspeto significativo da nova diretiva é a proibição de alegações de que um produto tem um impacto ambiental neutro, reduzido ou positivo devido a sistemas de compensação de emissões. Tais alegações podem ser enganosas, uma vez que podem dar uma falsa impressão da pegada ambiental efetiva de um produto. Ao proibir estas alegações, a UE pretende garantir que os consumidores recebam informações mais exatas sobre o impacto ambiental dos produtos que compram.

    4. Enaltecer a durabilidade:

    A proposta da UE coloca uma forte tónica na durabilidade dos produtos. Os fabricantes serão obrigados a tornar as informações sobre garantias mais visíveis e transparentes. Será introduzido um novo rótulo harmonizado para destacar os produtos que oferecem um período de garantia alargado, incentivando uma vida útil mais longa dos produtos e reduzindo os resíduos. Esta iniciativa alinha-se com os objetivos mais amplos do consumo sustentável e da economia circular.

    5. Proibição de alegações de durabilidade infundadas:

    As novas regras proibirão alegações infundadas sobre a durabilidade dos produtos. Por exemplo, se uma peça de vestuário for anunciada como durando 50 ciclos de lavagem, esta afirmação deve ser verificável em condições normais de utilização.

    Além disso, a diretiva visará práticas como levar os consumidores a substituir prematuramente os consumíveis (um problema comum em produtos como a tinta para impressora) e apresentar falsamente os produtos como reparáveis quando não o são.


    Aplicação e Cumprimento

    Para garantir uma concorrência leal no mercado da UE, a proposta apela a regras comuns de aplicação e cumprimento quando as alegações ambientais se baseiam em informações fiáveis, comparáveis e verificáveis.

    Os Estados-Membros devem designar as autoridades competentes responsáveis pela aplicação e controlo do cumprimento da proposta. Estas autoridades podem ser as mesmas que as responsáveis pela aplicação da diretiva relativa às práticas comerciais desleais.


    O que se segue?

    A diretiva requer agora a aprovação final do Conselho antes de ser publicada no Jornal Oficial e de os Estados-Membros disporem de 24 meses para a converterem em legislação nacional.

    A nova diretiva destina-se a trabalhar com a diretiva relativa às alegações ecológicas, que está atualmente a ser debatida na fase de comissão parlamentar. O novo regulamento relativo às alegações ecológicas será mais explícito, definindo mais pormenorizadamente as condições para a apresentação de alegações ambientais.


    A NITextile tem soluções à sua medida!

    A proposta de atualização da legislação de defesa do consumidor na UE representa um passo significativo para capacitar os consumidores e promover escolhas sustentáveis. Ao abordar as falsas alegações ambientais e ao fornecer informações transparentes e fiáveis, a proposta visa permitir que os consumidores contribuam ativamente para a transição ecológica.

    Salienta a importância dos dados científicos e dos conhecimentos técnicos avançados para fundamentar as alegações ambientais e garantir a confiança dos consumidores nos produtos sustentáveis.

    Entre em contacto connosco e conheça as nossas soluções sustentáveis.

    (mais…)

    Do Greenwashing à Confiança: Os Objetivos da nova Diretiva Europeia


    O aumento da priorização da sustentabilidade por parte dos consumidores, levaram as entidades empresariais a responderem com declarações ambientais sobre os seus produtos. No entanto, este facto levou a um aumento do “greenwashing”, em que as empresas exageram ou deturpam os seus esforços ambientais.

    A proposta de uma diretiva Europeia relativa à fundamentação e à comunicação de alegações ambientais explícitas (Diretiva Alegações Ecológicas), foi aprovada pelo Parlamento Europeu em Janeiro de 2024, marcando um passo importante rumo à implementação de regras universais.

    A newsletter do mês de Janeiro explora os objetivos da proposta e o seu potencial impacto no combate ao “greenwashing” na indústria têxtil e do vestuário. A indústria têxtil e do vestuário desempenha um papel importante na economia global, mas também tem um impacto ambiental substancial.


    Objetivos da proposta e o papel dos Consumidores

    A proposta da diretiva Europeia de atualização da legislação em matéria de defesa do consumidor visa assegurar a proteção dos consumidores e permitir-lhes contribuir ativamente para a transição ecológica.

    Reconhece o papel crucial que os consumidores desempenham na aceleração da transição para um futuro mais sustentável e procura estabelecer regras mais específicas e complementar as diretivas em vigor para resolver problemas comuns e fornecer aos consumidores informações fiáveis e verificáveis .

    Também sublinha a importância de os consumidores disporem da informação necessária para fazerem escolhas informadas e desempenharem um papel ativo na transição ecológica.

    Está alinhada com o compromisso do Pacto Ecológico Europeu de capacitação dos consumidores com informações fiáveis e transparentes para tomarem decisões sustentáveis. Ao abordar o “branqueamento ecológico”, a proposta visa assegurar que os consumidores recebam informações exatas e comparáveis, permitindo-lhes fazer escolhas mais sustentáveis e reduzir o risco de “branqueamento ecológico”.


    Informação Transparente e Fiável

    Um aspeto fundamental da proposta é a exigência de que as empresas fundamentem as suas alegações ambientais, exigindo que as alegações ambientais explícitas se baseiem em dados científicos reconhecidos e em conhecimentos técnicos avançados.

    Sublinha igualmente a importância de demonstrar os impactos e o desempenho dos produtos ao longo do seu ciclo de vida, visando evitar alegações enganosas e garantir que as empresas forneçam informações fiáveis e verificáveis aos consumidores.

    A proposta realça a importância de uma informação transparente e fiável para os consumidores. O seu objetivo é permitir que os consumidores tomem decisões informadas, fornecendo-lhes informações claras e compreensíveis sobre a sustentabilidade, a durabilidade e a pegada de carbono dos produtos. Esta transparência é vista como um instrumento crucial para facilitar a adoção de produtos de impacto zero ou com melhor desempenho.

    Neste sentido, realçamos alguns dos aspetos mais importantes aos quais as empresas devem estar atentas:

    1. Normas mais rigorosas de rotulagem e publicidade:

    A pedra angular da proposta da UE é a aplicação de normas mais rigorosas para as alegações ambientais na rotulagem e publicidade dos produtos. Termos como “amigo do ambiente”, “natural”, “biodegradável”, “neutro para o clima” ou “ecológico” são frequentemente utilizados de forma vaga pelas empresas para atrair consumidores preocupados com o ambiente. As novas regras têm por objetivo proibir a utilização de tais alegações ambientais gerais, a menos que sejam fundamentadas com provas concretas. Esta medida visa reforçar a credibilidade das alegações ambientais e evitar que os consumidores sejam induzidos em erro por afirmações vagas ou exageradas.

    2. Regulamentação dos rótulos de sustentabilidade:

    A proliferação de rótulos de sustentabilidade gerou frequentemente confusão entre os consumidores, em parte devido à falta de dados comparativos e de normas claras. Para resolver este problema, a UE planeia regulamentar rigorosamente a utilização dos rótulos de sustentabilidade. De acordo com a nova proposta, apenas os rótulos baseados em sistemas de certificação oficiais ou estabelecidos por autoridades públicas serão permitidos na UE. Espera-se que este regulamento simplifique os rótulos de sustentabilidade e os torne mais significativos e fiáveis para os consumidores.

    3. Proibição de alegações enganosas sobre o impacto ambiental:

    Um aspeto significativo da nova diretiva é a proibição de alegações de que um produto tem um impacto ambiental neutro, reduzido ou positivo devido a sistemas de compensação de emissões. Tais alegações podem ser enganosas, uma vez que podem dar uma falsa impressão da pegada ambiental efetiva de um produto. Ao proibir estas alegações, a UE pretende garantir que os consumidores recebam informações mais exatas sobre o impacto ambiental dos produtos que compram.

    4. Enaltecer a durabilidade:

    A proposta da UE coloca uma forte tónica na durabilidade dos produtos. Os fabricantes serão obrigados a tornar as informações sobre garantias mais visíveis e transparentes. Será introduzido um novo rótulo harmonizado para destacar os produtos que oferecem um período de garantia alargado, incentivando uma vida útil mais longa dos produtos e reduzindo os resíduos. Esta iniciativa alinha-se com os objetivos mais amplos do consumo sustentável e da economia circular.

    5. Proibição de alegações de durabilidade infundadas:

    As novas regras proibirão alegações infundadas sobre a durabilidade dos produtos. Por exemplo, se uma peça de vestuário for anunciada como durando 50 ciclos de lavagem, esta afirmação deve ser verificável em condições normais de utilização.

    Além disso, a diretiva visará práticas como levar os consumidores a substituir prematuramente os consumíveis (um problema comum em produtos como a tinta para impressora) e apresentar falsamente os produtos como reparáveis quando não o são.


    Aplicação e Cumprimento

    Para garantir uma concorrência leal no mercado da UE, a proposta apela a regras comuns de aplicação e cumprimento quando as alegações ambientais se baseiam em informações fiáveis, comparáveis e verificáveis.

    Os Estados-Membros devem designar as autoridades competentes responsáveis pela aplicação e controlo do cumprimento da proposta. Estas autoridades podem ser as mesmas que as responsáveis pela aplicação da diretiva relativa às práticas comerciais desleais.


    O que se segue?

    A diretiva requer agora a aprovação final do Conselho antes de ser publicada no Jornal Oficial e de os Estados-Membros disporem de 24 meses para a converterem em legislação nacional.

    A nova diretiva destina-se a trabalhar com a diretiva relativa às alegações ecológicas, que está atualmente a ser debatida na fase de comissão parlamentar. O novo regulamento relativo às alegações ecológicas será mais explícito, definindo mais pormenorizadamente as condições para a apresentação de alegações ambientais.


    A NITextile tem soluções à sua medida!

    A proposta de atualização da legislação de defesa do consumidor na UE representa um passo significativo para capacitar os consumidores e promover escolhas sustentáveis. Ao abordar as falsas alegações ambientais e ao fornecer informações transparentes e fiáveis, a proposta visa permitir que os consumidores contribuam ativamente para a transição ecológica.

    Salienta a importância dos dados científicos e dos conhecimentos técnicos avançados para fundamentar as alegações ambientais e garantir a confiança dos consumidores nos produtos sustentáveis.

    Entre em contacto connosco e conheça as nossas soluções sustentáveis.

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  • A Jornada pela Sustentabilidade na ITV

    A Jornada pela Sustentabilidade na ITV


    A jornada pela sustentabilidade na Indústria Têxtil e do Vestuário leva-nos a explorar os avanços extraordinários na área dos materiais, desde as fibras naturais que abraçam a natureza de forma única, até às inovadoras fibras biobased, que apontam para um futuro mais verde e responsável. Além disso, não podemos esquecer a evolução constante das fibras recicladas que estão a criar um panorama alternativo para a indústria têxtil.

    Afinal, a procura pela sustentabilidade exige uma análise crítica e um compromisso contínuo com a melhoria.

    A moda evolui, e cada escolha que fazemos como criadores e consumidores tem um impacto significativo no futuro.

    Importa em primeiro lugar mostrar a diferença entre “Moda Sustentável” e “Moda Consciente“. A primeira, diz respeito à forma de produção dos produtos e a segunda, ao comportamento do consumidor.

    A “Moda Sustentável” defende o aumento na adoção de materiais que minimizam impactos no meio ambiente. Na “Moda Consciente” aborda-se a consciência do consumidor para a importância das questões ambientais e sociais da produção, por detrás do produto.

    Desta forma, o consumidor consciente é aquele que procura produtos com materiais sustentáveis, de qualidade e com maior durabilidade. Muitos destes consumidores procuram também, produtos com significado ou que provoquem o diálogo sobre a sustentabilidade.


    As fibras naturais, provenientes de fontes vegetais, animais ou minerais, destacam-se na indústria pela sua elegância atemporal e benefícios ambientais.

    O algodão é uma fibra natural versátil conhecida pela sua suavidade e respirabilidade, sendo uma escolha popular no vestuário. A seda, extraída do casulo do bicho-da-seda, oferece um toque luxuoso e brilho singular.

    Vantagens como a biodegradabilidade, conforto ao toque e regulação térmica fazem das fibras naturais uma opção para o desenvolvimento de produtos que procuram aliar sustentabilidade e qualidade. Porém, o uso intensivo de recursos hídricos na produção do algodão e as considerações éticas relacionadas com a seda, obrigam a explorar alternativas inovadoras e sustentáveis na criação de novos produtos.

    A beleza das fibras naturais não reside apenas nas suas características distintas, mas também na procura contínua por práticas que respeitem o nosso planeta e as pessoas, tais como a devida diligência na cadeia de abastecimento, para garantir a conformidade com os direitos humanos e ambientais durante a produção.

    A agricultura regenerativa também é uma inovação de processo, que atua na melhoria contínua do solo com práticas que promovam a atividade microbiana dos mesmos e aumentem a retenção de carbono. Em troca, assiste-se à melhoria da saúde das plantas, da capacidade de retenção de água e da produtividade das culturas, incluindo o seu rendimento.

    • O Good Earth Cotton® é um programa moderno de agricultura regenerativa que capacita produtores globais, comunidades e membros da cadeia de fornecimento têxtil como agentes de mudança através de uma abordagem ambientalmente benéfica para o algodão e a agricultura globais.

    • A Better Cotton Initiative™ é o maior programa de sustentabilidade do algodão no mundo e ajuda as comunidades algodoeiras a sobreviver e a prosperar, protegendo e restaurando ao mesmo tempo o meio ambiente.

    • A Reginagri®, que apoia explorações agrícolas e organizações na transição para uma agricultura holística, aumentando a saúde do solo, incentivando a biodiversidade, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa e sequestrando CO2, fornecendo aos agricultores alternativas para obter fundos adicionais através de mercados de créditos de carbono e subsídios ambientais.


    O interesse crescente nas fibras artificiais regeneradas deve-se à sua natureza renovável, biodegradável e reciclável.

    Aqui destacam-se as fibras de celulose regenerada produzidas com pasta de celulose reciclada a partir de resíduos agrícolas, resíduos têxteis e/ou celulose bacteriana, tais como:

    • Kuura®: comprometem-se com a responsabilidade ambiental e a economia circular, utilizando resíduos de madeira e outros provenientes de florestas, tendo como principais atributos a circularidade, a rastreabilidade, a biodegradabilidade, assim como a produção de proximidade entre a origem do resíduo e a sua transformação, aliado à sua capacidade competitiva em sustentabilidade ambiental e social.

    • Lyohemp®: proveniente de resíduos do cânhamo, com o objetivo de obter fibras de alta qualidade e multifuncionais, tais como superabsorventes, bioativas, com gestão termofisiológica, condutoras, entre outras. 

    • Refibra™: proveniente da reciclagem de resíduos têxteis em algodão, que são identificáveis, melhorando assim a transparência da cadeia de abastecimento.

    • AeoniQ™: proveniente de resíduos agrícolas e bactérias de celulose, promete substituir o poliéster e a poliamida, ser biodegradável e infinitamente reciclável.

    • Nucycl®: proveniente de resíduos têxteis em algodão, inerentemente macias, absorventes e mais resistentes que o algodão convencional ou o poliéster.

    • Nanollose™: proveniente de celulose bacteriana, produzida de forma sustentável e com alto rendimento de produção


    Nas fibras sintéticas têm surgido alternativas mais sustentáveis, através da alteração dos processos de fabrico, na origem dos materiais ou na capacidade de biodegradabilidade das mesmas.

    A revolução das fibras recicladas também está a ganhar impulso. A transformação de resíduos pós-consumo em novas fibras é uma abordagem necessária para reduzir a pegada ambiental da indústria têxtil, mas é crucial abordar os desafios de qualidade e garantir a eficácia do processo de reciclagem.

    As fibras bio-based, derivadas de fontes renováveis como o milho, cana-de-açúcar e outras plantas, são destacam-se cada vez mais na procura por alternativas sustentáveis. A capacidade destas fibras em reduzir a dependência de recursos não renováveis torna-as numa escolha inteligente para criadores de produtos comprometidos com um futuro mais verde. Contudo, é importante equacionar a disponibilidade de terras para cultivo destas fibras e o potencial impacto que possam ter na produção de alimentos.

    Quer seja pela a aceleração do processo de biodegradabilidade das fibras sintéticas, a utilização de polímeros bio-based ou pela produção por processos de fermentação, destacam-se algumas destas alternativas:

    • CiCLO®: pode ser aplicado a poliéster ou poliamidas, permitindo que seja atacada por microrganismos, favorecendo a sua biodegradabilidade, semelhante a uma fibra natural de lã.

    • Roica™ EF: é uma fibra de elastano produzida com 58% de material reciclado pré-consumo e com uma redução de cerca de 30% de emissões de carbono no ciclo de produção.

    • Spiber – Brewed Protein™: é uma fibra fabricada por processos de fermentação de ingredientes vegetais para a obtenção de fibras proteicas.

    • EVO by Fulgar®: é uma fibra de poliamida produzida a partir de materiais bio-based, como o óleo de mamona. É ultraleve, de secagem rápida, possui boas propriedades térmicas e de controlo de odor, sendo um misto de propriedades entre a fibra de poliamida e poliéster.


    A reciclagem mecânica de materiais têxteis é igualmente uma oportunidade de desenvolvimento de produtos mais ecológicos, mas é uma solução finita, dado que degrada mecanicamente as fibras.

    A transformação mecânica de resíduos têxteis ainda tem inúmeros desafios, como a mistura de materiais, a separação de acessórios e elementos não têxteis da sua superfície, passando pelo tipo de componentes químicos utilizados no seu fabrico.

    Alguns casos de processos de reciclagem mecânica com sucesso, são:

    • Valérius 360 – é um caso português que transforma resíduos têxteis pré-consumoem novos produtos, embora já esteja também a trabalhar no pós-consumo. Atualmente produzem fios com misturas Tencel™ (Liócel) e algodão.

    • Belda Lloréns – oferece uma vasta panóplia de fios reciclados de com origem pré-consumo e pós-consumo, em mistura com fibras naturais, regeneradas ou sintéticas recicladas.

    • Swinsol – já promete fios 100% reciclados em mecanicamente em Ne30 de algodão.


    A revolução sustentável já está a acontecer. A escolha das fibras têxteis é determinante para o início do processo de desenvolvimento sustentável, mas não podemos esquecer todo o processo envolvido na sua transformação e o fim de vida dos produto. 

    Esta abordagem contribui não apenas para um planeta mais resiliente, mas também abre portas para a criação de produtos inovadores e diferenciadores.


    Na NITextile estamos comprometidos a fornecer informações atualizadas sobre as últimas tendências. 

    Mantenha-se atento para mais novidades e juntamente podemos moldar um futuro da ITV mais sustentável e inovador!

    (mais…)

    A Jornada pela Sustentabilidade na ITV


    A jornada pela sustentabilidade na Indústria Têxtil e do Vestuário leva-nos a explorar os avanços extraordinários na área dos materiais, desde as fibras naturais que abraçam a natureza de forma única, até às inovadoras fibras biobased, que apontam para um futuro mais verde e responsável. Além disso, não podemos esquecer a evolução constante das fibras recicladas que estão a criar um panorama alternativo para a indústria têxtil.

    Afinal, a procura pela sustentabilidade exige uma análise crítica e um compromisso contínuo com a melhoria.

    A moda evolui, e cada escolha que fazemos como criadores e consumidores tem um impacto significativo no futuro.

    Importa em primeiro lugar mostrar a diferença entre “Moda Sustentável” e “Moda Consciente“. A primeira, diz respeito à forma de produção dos produtos e a segunda, ao comportamento do consumidor.

    A “Moda Sustentável” defende o aumento na adoção de materiais que minimizam impactos no meio ambiente. Na “Moda Consciente” aborda-se a consciência do consumidor para a importância das questões ambientais e sociais da produção, por detrás do produto.

    Desta forma, o consumidor consciente é aquele que procura produtos com materiais sustentáveis, de qualidade e com maior durabilidade. Muitos destes consumidores procuram também, produtos com significado ou que provoquem o diálogo sobre a sustentabilidade.


    As fibras naturais, provenientes de fontes vegetais, animais ou minerais, destacam-se na indústria pela sua elegância atemporal e benefícios ambientais.

    O algodão é uma fibra natural versátil conhecida pela sua suavidade e respirabilidade, sendo uma escolha popular no vestuário. A seda, extraída do casulo do bicho-da-seda, oferece um toque luxuoso e brilho singular.

    Vantagens como a biodegradabilidade, conforto ao toque e regulação térmica fazem das fibras naturais uma opção para o desenvolvimento de produtos que procuram aliar sustentabilidade e qualidade. Porém, o uso intensivo de recursos hídricos na produção do algodão e as considerações éticas relacionadas com a seda, obrigam a explorar alternativas inovadoras e sustentáveis na criação de novos produtos.

    A beleza das fibras naturais não reside apenas nas suas características distintas, mas também na procura contínua por práticas que respeitem o nosso planeta e as pessoas, tais como a devida diligência na cadeia de abastecimento, para garantir a conformidade com os direitos humanos e ambientais durante a produção.

    A agricultura regenerativa também é uma inovação de processo, que atua na melhoria contínua do solo com práticas que promovam a atividade microbiana dos mesmos e aumentem a retenção de carbono. Em troca, assiste-se à melhoria da saúde das plantas, da capacidade de retenção de água e da produtividade das culturas, incluindo o seu rendimento.

    • O Good Earth Cotton® é um programa moderno de agricultura regenerativa que capacita produtores globais, comunidades e membros da cadeia de fornecimento têxtil como agentes de mudança através de uma abordagem ambientalmente benéfica para o algodão e a agricultura globais.

    • A Better Cotton Initiative™ é o maior programa de sustentabilidade do algodão no mundo e ajuda as comunidades algodoeiras a sobreviver e a prosperar, protegendo e restaurando ao mesmo tempo o meio ambiente.

    • A Reginagri®, que apoia explorações agrícolas e organizações na transição para uma agricultura holística, aumentando a saúde do solo, incentivando a biodiversidade, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa e sequestrando CO2, fornecendo aos agricultores alternativas para obter fundos adicionais através de mercados de créditos de carbono e subsídios ambientais.


    O interesse crescente nas fibras artificiais regeneradas deve-se à sua natureza renovável, biodegradável e reciclável.

    Aqui destacam-se as fibras de celulose regenerada produzidas com pasta de celulose reciclada a partir de resíduos agrícolas, resíduos têxteis e/ou celulose bacteriana, tais como:

    • Kuura®: comprometem-se com a responsabilidade ambiental e a economia circular, utilizando resíduos de madeira e outros provenientes de florestas, tendo como principais atributos a circularidade, a rastreabilidade, a biodegradabilidade, assim como a produção de proximidade entre a origem do resíduo e a sua transformação, aliado à sua capacidade competitiva em sustentabilidade ambiental e social.

    • Lyohemp®: proveniente de resíduos do cânhamo, com o objetivo de obter fibras de alta qualidade e multifuncionais, tais como superabsorventes, bioativas, com gestão termofisiológica, condutoras, entre outras. 

    • Refibra™: proveniente da reciclagem de resíduos têxteis em algodão, que são identificáveis, melhorando assim a transparência da cadeia de abastecimento.

    • AeoniQ™: proveniente de resíduos agrícolas e bactérias de celulose, promete substituir o poliéster e a poliamida, ser biodegradável e infinitamente reciclável.

    • Nucycl®: proveniente de resíduos têxteis em algodão, inerentemente macias, absorventes e mais resistentes que o algodão convencional ou o poliéster.

    • Nanollose™: proveniente de celulose bacteriana, produzida de forma sustentável e com alto rendimento de produção


    Nas fibras sintéticas têm surgido alternativas mais sustentáveis, através da alteração dos processos de fabrico, na origem dos materiais ou na capacidade de biodegradabilidade das mesmas.

    A revolução das fibras recicladas também está a ganhar impulso. A transformação de resíduos pós-consumo em novas fibras é uma abordagem necessária para reduzir a pegada ambiental da indústria têxtil, mas é crucial abordar os desafios de qualidade e garantir a eficácia do processo de reciclagem.

    As fibras bio-based, derivadas de fontes renováveis como o milho, cana-de-açúcar e outras plantas, são destacam-se cada vez mais na procura por alternativas sustentáveis. A capacidade destas fibras em reduzir a dependência de recursos não renováveis torna-as numa escolha inteligente para criadores de produtos comprometidos com um futuro mais verde. Contudo, é importante equacionar a disponibilidade de terras para cultivo destas fibras e o potencial impacto que possam ter na produção de alimentos.

    Quer seja pela a aceleração do processo de biodegradabilidade das fibras sintéticas, a utilização de polímeros bio-based ou pela produção por processos de fermentação, destacam-se algumas destas alternativas:

    • CiCLO®: pode ser aplicado a poliéster ou poliamidas, permitindo que seja atacada por microrganismos, favorecendo a sua biodegradabilidade, semelhante a uma fibra natural de lã.

    • Roica™ EF: é uma fibra de elastano produzida com 58% de material reciclado pré-consumo e com uma redução de cerca de 30% de emissões de carbono no ciclo de produção.

    • Spiber – Brewed Protein™: é uma fibra fabricada por processos de fermentação de ingredientes vegetais para a obtenção de fibras proteicas.

    • EVO by Fulgar®: é uma fibra de poliamida produzida a partir de materiais bio-based, como o óleo de mamona. É ultraleve, de secagem rápida, possui boas propriedades térmicas e de controlo de odor, sendo um misto de propriedades entre a fibra de poliamida e poliéster.


    A reciclagem mecânica de materiais têxteis é igualmente uma oportunidade de desenvolvimento de produtos mais ecológicos, mas é uma solução finita, dado que degrada mecanicamente as fibras.

    A transformação mecânica de resíduos têxteis ainda tem inúmeros desafios, como a mistura de materiais, a separação de acessórios e elementos não têxteis da sua superfície, passando pelo tipo de componentes químicos utilizados no seu fabrico.

    Alguns casos de processos de reciclagem mecânica com sucesso, são:

    • Valérius 360 – é um caso português que transforma resíduos têxteis pré-consumoem novos produtos, embora já esteja também a trabalhar no pós-consumo. Atualmente produzem fios com misturas Tencel™ (Liócel) e algodão.

    • Belda Lloréns – oferece uma vasta panóplia de fios reciclados de com origem pré-consumo e pós-consumo, em mistura com fibras naturais, regeneradas ou sintéticas recicladas.

    • Swinsol – já promete fios 100% reciclados em mecanicamente em Ne30 de algodão.


    A revolução sustentável já está a acontecer. A escolha das fibras têxteis é determinante para o início do processo de desenvolvimento sustentável, mas não podemos esquecer todo o processo envolvido na sua transformação e o fim de vida dos produto. 

    Esta abordagem contribui não apenas para um planeta mais resiliente, mas também abre portas para a criação de produtos inovadores e diferenciadores.


    Na NITextile estamos comprometidos a fornecer informações atualizadas sobre as últimas tendências. 

    Mantenha-se atento para mais novidades e juntamente podemos moldar um futuro da ITV mais sustentável e inovador!

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