
Fórum Económico – A Inovação Sustentável e a Estratégia do ESG nas Empresas Exportadoras
A NITextile participou no Fórum Económico – A Inovação Sustentável e a Estratégia do ESG nas Empresas Exportadoras, que decorreu na passada terça-feira, dia 21 de Maio, no Grande Auditório do Fórum Braga.
O Fórum contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que abriu o fórum destacando o crescimento do investimento das empresas no Município para a criação de polos inovadores de alto valor acrescentado, uma estratégia que começou à 10 anos atrás e que resultou na projeção de Braga como um dos principais municípios exportadores e inovadores, tendo passado da representação de apenas 1,64% no peso das exportações nacionais em 2013, para 3,65% em 2023.

Através das unidades de dinamização económica que o Municipio dispõe, nomeadamente a Invest Braga e a Startup Braga, bem como as unidades de ação, Fórum Braga e Centro de Juventude de Braga, o apoio à criação de negócios, atração de investimentos e crescimento do turismo tem sido uma força motriz do desenvolvimento de Braga.
O Sheikh Mansoor Bin Khalifa Al-Thani, Fundador e Chairman da MBK Holding, do Qatar revelou a importância da inovação sustentável para o desenvolvimento do seu país, tendo por isso sido criado um fundo de 1 bilião de dólares para o apoio a start-ups e criação de start-up hubs. O Sheik destacou ainda o Município de Braga como sendo um exemplo de inovação e a pretensão em criar pontes entre Braga e o Qatar ao nível da inovação.

O debate “A Inovação Sustentável e a Estratégia do ESG nas Empresas Exportadoras” contou com a moderação de Rui Neves (Jornal de Negócios) e a participação de Fernando Leite (Vice-Presidente da Grace), Filipa Pantaleão (Secretária-Geral da BCSD Portugal), Jorge Portugal (Diretor geral da COTEC Portugal), Luís Neves (Presidente da GeSl) e Pedro Ginjeira do Nascimento (Secretário geral Associação BRT).

Durante o painél foram debatidos os temas ligados ao ESG e o impacto que a inovação pode ter ao nível da criação de soluções sustentáveis ao nível da biodiversidade, clima, energia, inclusão e capacitação humana. Destacou-se ainda a importância das ferramentas digitais para a criação de valor, assim como o seu impacto positivo para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
A inovação sistémica revela-se um pilar fundamental para o desenvolvimento do país, porém, apenas 1,7% do PIB é investido em inovação, o que comparativamente com outros países Europeus se revela ainda escasso, dado que a inovação cria valor e mudança a partir do conhecimento. Torna-se por isso importante aproximar as empresas do capital de inovação para o crescimento das mesmas.
O facto do tecido empresarial portugues ser maioritariamente conmstituido por micro, pequenas e médias empresas revela que existe uma falta de escala no tecido empresarial que potencie a produtividade e que muitas empresas ficam estagnadas porque não se preparam para crescer. Dado que no país existem apenas 1300 grandes empresas e que nem todas são exportadoras, existe um défice que compromete o crescimento do país ao nível empresarial.
A Governança foi um dos tópicos mais abordados, dado que a ausência de modelos de governança sólidos nas empresas portuguesas fazem com que muitos planos não saiam do papel. A ausência de modelos de Governança, assim como de frameworks de Gestão de Risco nas empresas revela-se um dos calcanhares de aquiles das empresas, tendo por isso surgido inciativas que visam o apoio das empresas nestas áreas.
Ao nível do reporting de sustentabilidade, ficou claro que o investimento das empresas para o seu cumprimento carece de condições técnicas, capital humano e financeiro. Revelou-se ainda que por vezes a Gestão de Topo desconhece ainda as temáticas ligadas à sustentabilidade e que as empresas não produzem estratégias a longo prazo, independentemente da sua dimensão, o que poderá minar o seu cumprimento com muitas das regulamentações de sustentabilidade que entraram em vigor na Europa. A ausência de orientações claras e guias que permitam às empresas começarem responder a estas novas exigências foi um dos pontos levantados neste debate.
O fórum encerrou com um discurso do Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira.
